Journal Information
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 69 (December 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 69 (December 2018)
EP‐068
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.130
Open Access
VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA: DOSE FRACIONADA É VIÁVEL?
Visits
...
Laura de Almeida Lanzoni, Tony Tannous Tahan, Andrea M.O. Rossoni, Tatiane Emi Hirose, Tyane de Almeida Pinto, Renata R.S. da Silva
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
Article information
Full Text

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 4 ‐ Horário: 14:12‐14:17 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A febre amarela é uma arbovirose, causada pela picada de mosquitos contaminados, e é classificada em forma silvestre, transmitida pelos gêneros Haemagogos e Sabethes, e forma urbana, transmitida pelo gênero I. Trata‐se de uma doença endêmica na África e na América, com surtos periódicos. Contudo, tem apresentado pioria das epidemias, afetado mais indivíduos, com maior número de óbitos. A febre amarela tem vacina específica desde a década de 1930 e desde sua formulação apresentou pouca modificação. Está indicada para indivíduos que vivem em áreas de risco para febre amarela, proteger viajantes com destino a essas áreas e prevenção de surtos mundiais. Existem hoje seis produtores da vacina no mundo, com estoque reduzido e limitado. Para a Organização Mundial da Saúde é necessário mínimo de 3.000UI partículas virais para soroconversão adequada e efetividade da vacina e, desde 2013, indica dose única para proteção prolongada.

Objetivo: A partir das últimas pesquisas relacionadas com a dose fracionada da vacina contra a febre amarela, responder a pergunta título do artigo: dose fracionada é viável?

Metodologia: Pesquisados artigos no Pubmed com as palavras: vacina, febre amarela e dose fracionada, publicados nos últimos cinco anos. Foram analisados e incluídos os trabalhos relacionados à discussão.

Resultado: Martins et a. (2013) avaliaram a resposta imunológica para diversas doses da vacina contra a febre amarela e apontaram que a dose com 587UI ou mais partículas virais é similare à dose‐padrão (27.476 UI), concluíram não ser justificável permanecer com doses altas quanto à dose‐padrão. Em 2014, Cmpi‐Azevedo et al. analisaram os marcadores inflamatórios e outros parâmetros e concluíram que o uso de dose 10 vezes menor é recomendável, pois apresentou soroconversão semelhante à dose‐padrão. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde autorizou a República Democrática do Congo a usar dose fracionada da vacina para controle de surto da doença. A publicação dos dados deste estudo foi no início de 2018 e os autores concluíram que a resposta imunológica após a dose fracionada da vacina contra a febre amarela foi apropriada para controle de surto de febre amarela na população estudada.

Discussão/conclusão: A dose fracionada da vacina contra a febre amarela, com o mínimo de 3.000UI, apresenta soroconversão semelhante à dose‐padrão da vacina. Assim, o uso de uma dose fracionada permite melhor manejo do estoque mundial de vacinas contra a febre amarela.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools
Cookies policy
To improve our services and products, we use cookies (own or third parties authorized) to show advertising related to client preferences through the analyses of navigation customer behavior. Continuing navigation will be considered as acceptance of this use. You can change the settings or obtain more information by clicking here.