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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐192
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USO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL EM PACIENTES HIV POSITIVOS CRITICAMENTE ENFERMOS
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Gabriel Melo Ferraz Pessoa, Rebecca Azulay Martins Gondim, Allan Carlos Costa Maia, Isabele Moreno de Alencar, Mariana Férrer Moreira Ciríaco, Nadedja Lira de Queiroz Rocha, Guilherme Alves de Lima Henn, Lisandra Serra Damasceno
Centro Universitário Christus (Unichristus), Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: Com o advento da terapia antirretroviral (TARV) houve uma diminuição da incidência de doenças associadas à aids. No entanto, internação em pacientes com infecção pelo HIV em Unidades de Terapia (UTI) continua aumentando, devido ao diagnóstico tardio da doença. Além disso, o uso de antirretrovirais em pacientes críticos é controverso, já que são poucas as informações que estão disponíveis para guiar esta terapia. O verdadeiro impacto da TARV sobre a mortalidade em pacientes de UTI ainda não foi demonstrado.

Objetivo: Avaliar o uso da TARV em pacientes HIV positivos criticamente enfermos, internados em um hospital de doenças infecciosas.

Metodologia: Realizou‐se um estudo observacional de coorte, retrospectivo, de pacientes HIV positivos internados na UTI do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ), no Estado do Ceará, no período de janeiro de 2018 a janeiro de 2019. Os dados foram coletados através da revisão de prontuários.

Resultados: No período do estudo, 86 pacientes foram incluídos. A maioria era do sexo masculino (73,3%), e a mediana de idade foi de 38,5 anos (IIQ=30‐49). As principais disfunções orgânicas observadas foram respiratória (85,9%), neurológica (37,2%) e cardiovascular (10,5%). Os diagnósticos mais reportados na admissão foram sepse pulmonar (51,1%), pneumocistose (34,8%), neurotoxoplasmose (30,2%), histoplasmose disseminada (18,6%) e tuberculose (10,5%); 37,2% dos pacientes já fazia uso da TARV antes da internação. Dos que tiveram o diagnóstico durante o internamento (54/86), foi iniciado TARV em 76%. O esquema mais utilizado foi tenofovir, associado com lamivudina e dolutegravir. A via mais utilizada para administração foi a sonda nasoenteral. Nos pacientes que receberam alta, não houve diferença no tempo de internação em relação a administração ou não da TARV (p=0,16). Naqueles que foram a óbito, os que usaram TARV na UTI permaneceram mais tempo internados (p=0,00).

Discussão/Conclusão: A administração de TARV nos pacientes internados na UTI deve ser individualizado. O uso de TARV na UTI não teve impacto na mortalidade, e apenas prolongou o tempo de permanência na UTI nos pacientes que foram a óbito.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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