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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐023
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TRAQUEOSTOMIAS POR COVID‐19 NO CONTEXTO DO SUS VERSUS HOSPITAIS PRIVADOS
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Ricardo H. Bammann, Thamara Kazantzis, Letícia L. Lauricella, Augusto Ishy, Juliana Mol Trindade, Alberto J.M. Dela Veja, Alessandro W. Mariani
Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo, SP, Brasil
Hospitais da Rede Ímpar, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Inicialmente evitada pelo seu alto risco à biossegurança, a traqueostomia logo se transformou em procedimento de rotina no suporte crítico a pacientes graves acometidos por COVID19.

Objetivo: Comparar variáveis clínicas e desfechos destes pacientes submetidos à traqueostomia eletiva por uma mesma equipe de Cirurgiões Torácicos em um hospital de referência no SUS e em dois serviços privados na cidade de São Paulo.

Metodologia: Revisão dos prontuários eletrônicos de 80 pacientes operados entre abril e agosto de 2020, divididos em dois grupos: Cenário 1 ‐ SUS (IIERibas) e Cenário 2 ‐ hospitais privados (9 de Julho e Santa Paula).

Resultados: IOT=intubação; TRQ=traqueostomia; PO=pós‐operatório.

VARIÁVEIS

Cenário 1 (SUS): n=39

Cenário 2 (privados): n=41

Idade (mediana)

31‐79 (64a)

35‐85 (64a)

Homens

19 (48,7%)

25 (60,9%)

Tempo da IOT à TRQ (mediana)

11‐27 (20d)

7‐26 (17d)

Falha de extubação prévia

12 (30,8%)

7 (17,1%)

Anticoagulação plena

13 (33,3%)

24 (58,5%)

Técnica cirúrgica

Aberta: 39 (100,0%)

Percutânea: 24 (58,5%)

Local do procedimentona UTI: 39 (100,0%)na UTI: 41 (100,0%)

Equipe multiprofissional dedicada

39 (100,0%)0

Complicações no PO precoce

4 (10,2%)

4 (9,7%)

Altas hospitalares

12 (30,8%)

26 (63,4%)

Óbitos hospitalares

22 (56,4%)

13 (31,7%)

Tempo da TRQ à decanulação (mediana)

33‐76 (49d)

11‐53 (23d)

Tempo da TRQ ao óbito (mediana)

1‐85 (23d)

4‐102 (15d)

Óbitos<7 dias de PO

6 (15,4%)

3 (7,3%)

Discussão/Conclusão: Esta experiência reflete as muitas lições aprendidas com a COVID19, especialmente no contexto da UTI. Embora as diferenças entre os dois Cenários sejam multifatoriais, vale a reflexão para auto‐avaliação e compartilhar as melhores práticas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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