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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐070
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SOROPREVALÊNCIA DA INFECÇÃO POR SARS‐COV‐2 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UM HOSPITAL PRIVADO TERCIÁRIO
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Maura Salaroli de Oliveira, Renata Desordi Lobo, Glória Selegatto, Felippe Pires Deta, Tânia R.T. Mendoza, Kelly Kanunfre, Lucy S. Vilas Boas, Mussya Rocha, Silvia Figueiredo Costa, Cassia Mendes Correa
Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A infecção pelo SARS‐CoV‐2 entre profissionais de saúde (PDS) é frequentemente descrita, incluindo surtos entre profissionais, principalmente em locais com deficiência de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Objetivo: Avaliar a soroprevalência de SARS‐CoV‐2 entre PDS e determinar os fatores de risco para aquisição de SARS‐CoV‐2

Metodologia: Estudo transversal prospectivo conduzido no Hospital Sírio‐Libanês, hospital privado, terciário com 450 leitos e 6000 funcionários conduzido no mês de junho de 2020. Foram convidados profissionais (assistenciais e administrativos) que trabalharam em unidades dedicadas a COVID‐19 não COVID para coleta de sorologia (imunoabsorção enzimática para detecção de IgG específica). Não foram chamados aqueles com diagnóstico prévio de COVID‐19 ou em trabalho a distância (“home‐office”). Foi coletada uma amostra de sangue e aplicado questionário online com dados demográficos, comorbidades, categoria profissional, ocorrência de sintomas de COVID‐19, uso de equipamento de proteção individual (EPI), local de trabalho e de realização e refeições, contato confirmado com caso de COIVD‐19 e tipo de transporte usado para o trabalho.

Resultados: Foram coletadas 1996 amostras, sendo desses 110 positivas, correspondente a uma soroprevalência de 5,5%. Na análise univariada e multivariada ser profissional de limpeza foi considerado fator de risco para soropositividade [OR 2,227 (1,116‐4,443) p=0,023] e sexo feminino foi protetor [OR 0.65 (0.433‐0.971) p=0,035]. Trabalhar em unidades dedicadas COVID não foi fator de risco (p=0,68). 1018 PDS relataram presença de qualquer sintoma previamente a coleta de exame. Fadiga e dispneia foi o mais frequente, seguida de tosse e dor de garganta. Anosmia e ageusia foi relatada em 18 voluntários, sendo mais frequente naqueles que foram soronegativos [OR 4.64 (1.48‐14.54), p=0.003] e fadiga e dispneia foi menos frequente nos soronegativos [OR 0.17 (0.10‐0.30), p=0,002]. De março a julho, hospital admitiu 1271 casos de COVID‐19, sendo 395 em UTI.

Discussão/Conclusão: Foi encontrada soropositividade de 5,5% semelhante à de outros centros relatados e a encontrada em inquéritos populacionais em São Paulo. O fator de risco associado a soropositividade foi trabalhar no Serviço de Higiene e ser do gênero feminino foi protetor. Trabalhar em unidades dedicadas COVID‐19 não foi fator de risco. Esses achados têm implicações importantes para a implementação de estratégias de prevenção de infecção.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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