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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS ‐ ISTOR‐03
Open Access
SITUAÇÃO DA SÍFILIS ADQUIRIDA NO ESTADO E MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Cristiano Leonardo de Oliveria Dia, Dulce Aparecida Barbosa, Paula Hino, Mônica Taminato
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Sessão: TEMAS LIVRES | Data: 01/12/2020 ‐ Sala: 1 ‐ Horário: 18:35‐18:45

Introdução: A Sífilis Adquirida (SA) ‐ doença infectocontagiosa sistêmica, de evolução crônica com estágios clínicos específicos quando não tratada. A SA é de transmissão sexual. Há uma expansão do número de casos de SA nos últimos anos no Brasil e voltou a ser uma doença de alta prevalência mundialmente evidenciando um problema de saúde pública grave.

Objetivo: Descrever a distribuição de casos de SA sífilis adquirida entre homens e mulheres no Estado de São Paulo e no Município de São Paulo.

Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada em banco de dados secundário dos Indicadores e Dados Básicos de Sífilis nos Municípios Brasileiros no período de 2010 a 2018. Parecer 2.645.902. Os dados são apresentados em frequência absoluta e relativa.

Resultados: No período, o Brasil notificou 582.957 casos de SA, com 346.947 (59,53%) homens e 235.625 (40,34%) mulheres com SA. A região Sudeste com 318.947 casos de SA notificados e com taxa de detecção de 81,9 por 100 mil habitantes. O estado de São Paulo notificou 201.250 casos e com a taxa de detecção no ano de 2018 de 82,1 por 100 mil habitantes. A distribuição entre os sexos foi de 62,52% dos homens (125.787 casos) e 37,47% mulheres (75.383 casos) com SA. O município de São Paulo apresentou taxa de detecção de 126,1 no ano de 2018 com 94.489 casos registrados na série histórica e com distribuição semelhante entre os sexos 63,01% e 36,98% entre homens e mulheres respectivamente, em relação ao estado de São Paulo.

Discussão/Conclusão: A região Sudeste corresponde a 54,69% dos casos de SA, sendo que 63,11% dos casos correspondem ao estado de São Paulo, dos quais 22,84% dos casos estão concentrados no Município de São Paulo. Em relação às taxas de detecção apresentam‐se muito elevadas contrariando as recomendações de órgãos de saúde. Em 2010, as taxas de detecção da SA foi de 2,6 para o estado de São Paulo e 4,2 para o município de São Paulo, o que correspondeu a um aumento de 3334,98% e 3194,01% em relação ao número de casos notificados para o Estado e município de São Paulo de 2010 a 2018 respectivamente. Esse aumento é observado, de acordo com o banco de dados, em todas as regiões, estados e municípios da federação. É evidente o estabelecimento de uma epidemia em relação à Sífilis Adquirida no Brasil e em suas unidades federativas e municipais, o que torna necessário identificar as lacunas na prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento dessa afecção.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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