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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 25-26 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 25-26 (December 2018)
OR‐48
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.049
Open Access
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE/INFLUENZA: VIGILÂNCIA DE BASE HOSPITALAR, ESTADO DE SÃO PAULO, SAZONALIDADE DE 2013 A 2017
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Naíma Mortari, Patricia M. Ferreira, Angela T. Tanamachi, Bernadete Liphaus, Juliana A. Guinoza, Marcela R. da Silva, Ana L.F. Yu, Telma R.M.P. Carvalhanas
Centro de Vigilância Epidemiológica/CCD/SES, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 4 ‐ Horário: 16:00‐16:10 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: A influenza (gripe) é uma infecção respiratória aguda com ampla relevância em saúde pública, expressiva morbimortalidade, notadamente nos grupos de risco, gera epidemias substanciais e impacto socioeconômico global. A partir da pandemia de A(H1N1)pdm09 em 2009, a Vigilância Epidemiológica Nacional notifica universalmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Objetivo: Descrever casos hospitalizados e óbitos de SRAG, confirmados para o vírus influenza, no Estado de São Paulo (ESP), de 2013 a 2017.

Metodologia: Dados coletados por instrumentos padronizados e inseridos no sistema de informação online SinanInfluenzaWeb. Definição de caso de SRAG: indivíduo com síndrome gripal (SG) e dispneia ou saturação < 95% ou desconforto respiratório. Variáveis consideradas: demográficas, evolução clínica, comorbidades, situação vacinal e uso de antiviral. Diagnóstico etiológico: imunofluorescência indireta, biologia molecular (RT‐PCR em tempo real), outros métodos (imuno‐histoquímica). As amostras biológicas: secreção de oro e nasofaringe, aspirado de nasofaringe, amostras do trato respiratório inferior e tecido post mortem, processadas no laboratório de referência estadual e nacional. Análise descritiva foi feita por intermédio do software Epi Info TM 3.5.4 (CDC).

Resultado: No período registraram‐se 37.402 casos hospitalizados por SRAG, 8.185 confirmados para o vírus influenza. A atividade viral permaneceu no limiar de sazonalidade; destaque para 2013 e 2016 com circulação viral precoce e acentuada comparativamente aos outros anos. Predomínio dos casos e óbitos entre homens; 25% em < 9 anos, 48% 25‐59a e 20% > 60ª; 49% com pelo menos uma comorbidade; 84% usaram antiviral e 17% com registro vacinal. Dentre os óbitos (1.776), 59% entre 25‐59a, 31% > 60a; 77% usaram antiviral e 10% vacinados. Identificaram‐se 5.500 casos por A(H1N1)pdm09, 1.004 por A(H3N2), 1.064 por B e 583 por A não subtipado. As estirpes A(H1N1)pdm09 predominaram em 2013 e 2016 (73 e 89%), dessa casuística, enquanto em 2014, 2015 e 2017 houve um predomínio de A(H3N2) (54, 53 e 55%) respectivamente.

Discussão/conclusão: Os influenza A e B cocircularam em proporções diferentes, com variação sazonal importante. Em 2013 e 2016, houve circulação significativa de A(H1N1)pdm09, predonderaram em adultos jovens. Em 2014, 2015 e 2017, predomínio do subtipo A(H3N2) e em maiores de 60 anos. Recomenda‐se alerta à vigilância sindrômica e laboratorial da influenza, para detecção precoce dos casos e resposta rápida.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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