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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 26 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 26 (December 2018)
OR‐49
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.050
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DOENÇA MÃO‐PÉ‐BOCA: VIGILÂNCIA DE SURTOS NO ESTADO DE SÃO PAULO, 2018
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Naíma Mortari, Ana L.F. Yu, Bernadete Liphaus, Patricia M. Ferreira, Juliana A. Guinoza, Marcela R. da Silva, Telma R.M.P. Carvalhanas
Centro de Vigilância Epidemiológica/CCD/SES, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: 4 ‐ Horário: 16:10‐16:20 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: Doença mão‐pé‐boca (DMPB) é afecção exantemática viral aguda, causada por enterovírus (EV) humanos não pólio. Durante circulação viral, casos graves podem ocorrer por sorotipos neurotrópicos, como EV‐A71. Sistemas de vigilância têm sido implantados desde 2010. Surtos da doença foram registrados no Estado de São Paulo (ESP) em 2018.

Objetivo: Descrever surtos de DMPB no ESP, 1o semestre, 2018.

Metodologia: Surtos da doença devem ser notificados (Port. 204/2016), bem como casos graves ou óbitos, registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Sinan‐Net. Estabeleceu‐se CID‐10 B09 (doenças exantemáticas) para identificação do surto e B08.4 (estomatite vesicular por EV com exantema) para casos confirmados. Definição de caso: febre, exantema papular e/ou vesicular em tronco e/ou membros e/ou mãos e pés, com ou sem vesículas e/ou úlceras em cavidade oral. Definição de surto: dois ou mais casos que atendem definição no espaço geográfico e relacionados no período de incubação. Dados de sintomatologia e situação vacinal coletados a partir de formulários padronizados.

Resultado: De 01/01a11/08/2018, notificaram‐se 261 surtos e 2.390 casos relacionados, com auge de notificações em abril. Regiões com maior registro de surtos, por Grupo de Vigilância Epidemiológica: Sorocaba (44), São José dos Campos (34), Bauru (23) e Piracicaba (23); 93% dos casos relacionados a surtos em creches/escolas; 57% masculinos; faixa etária predominante: 1‐4a (1981/83%), < 1a (152/6%), 5‐15a (155/6%), 15‐50a (41/2%) e dois casos em > 50a. A caracterização clínica foi descrita em 9% dos casos (212) relacionados aos surtos, registrados de 21/03 a 18/06/2018. Faixa etária: 1‐4ª (84%), < 1ª (8%), > 5ª (8%). Sintomas mais frequentes: lesão em mãos (67%), pés (63%), boca (59%), febre (52%), dor de garganta (33%); distribuição semelhante entre faixas etárias. Sem casos com acometimento visceral, tampouco internações ou óbitos. Quanto à situação vacinal (Sarampo‐Caxumba‐Rubéola ou SCR‐Varicela), informação disponível em 64% (136), 78% imunizados (18%fora da faixa etária de recomendação) e 4% não vacinados, todos com um ano.

Discussão/conclusão: O sistema oficial de registro de surtos permitiu avaliar a magnitude do evento no território paulista. Maior ocorrência em creches/escolas seguiu padrão relacionado à forma de transmissão e vulnerabilidade imunológica soroespecífica. Casos em adultos foram avaliados. Recomenda‐se manutenção de alerta, vigilância sindrômica e laboratorial, a fim de monitorar sorotipos circulantes e recomendar medidas de controle.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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