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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 108-109 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 108-109 (December 2018)
EP‐145
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.207
Open Access
RELATO DE CASO: BACTEREMIA POR VIBRIO CHOLERAE NÃO O1, NÃO O139 EM PACIENTE COM CIRROSE HEPÁTICA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
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Dayana Silva Fontoura, Rodrigo Nogueira Angerami, Flavio Oliveira, Carlos Emilio Levy, Luis Gustavo Oliveira Cardoso, Luis Felipe Bachur, Plinio Trabasso, Maria Luiza Moretti, Christian Cruz Hofling
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O primeiro caso descrito de bacteremia por Vibrio cholerae não O1 não O139 ocorreu nos Estados Unidos em 1974. Deshayes et. al, em uma revisão de literatura, encontraram 350 casos descritos em todo o mundo, 156 (47%) foram descritos em Taiwan, 60 (21%) nos EUA e 21 (6%) na Espanha. Os principais fatores de risco descritos para a ocorrência de bacteremia são a cirrose hepática, alcoolismo, diabetes e neoplasias hematológicas. As principais manifestações clínicas são febre ou hipotermia, diarreia e dor abdominal. A mortalidade varia de 40 a 60%. Ainda não há ensaios clínicos que elucidem a melhor terapêutica a ser instituída para esses pacientes.

Objetivo: Relatar o caso de um paciente atendido no HC Unicamp em janeiro de 2017, com bacteremia por Vibrio cholerae não O1 não O139.

Metodologia: JAT, 64 anos, procedente de Campinas. Cirrótico por VHC e alcoolismo, carcinoma hepatocelular acompanhado no setor de Oncologia do Hospital de Clínicas da Unicamp. Procurou o pronto‐atendimento desse hospital às 19h30 de 26 de janeiro de 2017, com relato de náuseas, vômitos, prostração, pioria da icterícia e febre não aferida havia um dia. Apresentou episódio de diarreia quatro dias antes, sem sangue ou pus, de resolução espontânea. Ao exame físico inicial, apresentava‐se afebril, ictérico 3+/4+, abdome ascítico. Os exames laboratoriais demonstraram elevação de escórias nitrogenadas, hiperbilirrubinemia, hipoalbuminemia, elevação de transaminases e leucocitose. Feita punção de líquido ascítico, de aspecto hemorrágico e cultura negativa. Foi coletado um par de hemoculturas. Evoluiu com pioria clínica, hipotensão e rebaixamento do nível de consciência e o óbito foi constatado em 27 de janeiro de 2017 às 04h30. Após o óbito, uma amostra de hemocultura tornou‐se positiva, com identificação de Vibrio cholerae pelo método automatizado. A amostra foi enviada para análise no Instituto Adolfo Lutz, com posterior confirmação de Vibrio cholerae não O1, não O139, não toxigênico. Assim, depois da confirmação do resultado, a equipe estabeleceu contato telefônico com os parentes do paciente em busca de antecedentes epidemiológicos, os quais negaram exposição a fatores de risco.

Discussão/conclusão: A bacteremia por Vibrio cholerae não O1 e não O 139 não toxigênico é uma doença ainda com poucos relatos na literatura. O presente relato tem como objetivo aprimorar o conhecimento sobre essa entidade no Brasil.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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