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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 109 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 109 (December 2018)
EP‐146
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.208
Open Access
COINFECÇÃO HEPATITE B AGUDA E LEPTOSPIROSE EM PACIENTE DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
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Jessica C. Pereira Rosaa,b, Maiara C. Ferreira Soaresa,b, Leonardo H. Ferreira Limaa,b, Christiane Peres Caldasa,b, Samuel Rocha Souzaa,b, Cristiane Menezes Silvaa,b
a Centro Universitário São Lucas, Porto Velho, RO, Brasil
b Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Porto Velho, RO, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 10:51‐10:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A hepatite B é uma infecção viral transmissível pelas vias parenteral, sexual e vertical. De 90 a 95% dos casos têm resolução espontânea sem complicações. A vacinação é uma medida de prevenção dessa doença. A leptospirose no Brasil é uma doença endêmica em todas as unidades da federação e epidêmica em períodos chuvosos. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária, à alta infestação de roedores infectados e às inundações. Clinicamente, ambas as doenças podem apresentar icterícia e alteração de enzimas hepáticas.

Objetivo: Relatar caso de coinfecção de hepatite B aguda e leptospirose.

Metodologia: Feminino, 37 anos, ensino superior completo e residente em Rolim de Moura, RO, mal‐estar geral e icterícia, encaminhada ao Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho, RO, com sorologia anti‐HBc IgM e HBsAg reagentes. Apresentava aminotransferases elevadas, MELD 21 à custa de hiperbilirrubinemia, afebril, ausência de ascite e encefalopatia hepática. Relatou fazer uso de materiais compartilhados em manicure, relação sexual desprotegida recente e negou vacinação para hepatite B. Contudo, apresentava fissuras nos calcanhares e contato com local condizente com a presença de roedores, o que favoreceu a hipótese de leptospirose como agravante do quadro ictérico apresentado. A suspeita foi confirmada por resultado de sorologia Elisa IgM reagente para leptospirose. Pesquisa de plasmódio e sorologia anti‐HAV IGM negativas. O quadro evoluiu bem à antibioticoterapia administrada. A paciente manteve seguimento ambulatorial sem tratamento antiviral. Após o período de um ano de acompanhamento, apresentou negativação de HBsAg e soroconversão para anti‐HBs reagente.

Discussão/conclusão: Ainda que no Brasil seja oferecida gratuitamente a vacinação contra a hepatite B, essa continua a ser uma doença prevalente e um problema de saúde pública. Logo, são necessárias medidas educativas e preventivas mais efetivas e abrangentes. Igualmente, faz‐se necessário, para o controle e a diminuição da incidência da leptospirose, o investimento em saneamento básico das cidades brasileiras e controle dos vetores. Reiteramos a importância de, diante de um quadro ictérico com epidemiologia compatível, investigar os patógenos causadores e considerar a possibilidade de coinfecção.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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