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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐062
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RELAÇÃO CLÍNICO‐EPIDEMIOLÓGICA ENTRE A COVID‐19 E A HEPATITE B: REVISÃO SISTEMÁTICA
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Rodrigo Galvão Bueno Gardona, Maria Lucia Gomes Ferraz, Wladimir Queiroz, Vilson Geraldo Campos, Gerusa Maria Figueiredo
Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP), Pato Branco, PR, Brasil
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Introdução: Diferentes estudos vêm sendo realizados com o intuito de se avaliar a coinfecção entre a COVID‐19 e os vírus da hepatite, na intenção de conhecer a relação clínico‐epideiológica.

Objetivo: Identificar e descrever a relação clínico‐epidemiológica entre a COVID‐19 e a hepatite B.

Metodologia: Revisão sistemática. Pergunta de pesquisa: Qual a relação clínica‐epidemiológica entre a COVID‐19 e a hepatite B? Os principais descritores foram definidos pelo Mesh: ((“severe acute respiratory syndrome coronavirus 2” [Supplementary Concept]) OR SARS‐CoV‐2 AND Hepatitis; (“COVID‐19” [Supplementary Concept]) OR ((“severe acute respiratory syndrome coronavirus 2” [Supplementary Concept]). Base de dados: PubMed/Medline, Scielo, Lilacs e BVS. Por se tratar de estudos observacionais, utilizou‐se o PECO conforme recomendação do Ministério da Saúde: P (pacientes com diagnóstico de hepatite), E (diagnóstico de COVID‐19), C (pacientes com COVID‐19 sem hepatite B) e O (prevalência, quadro clínico, gravidade, internação em unidade de terapia intensiva, ventilação mecânica e óbito).

Resultados: Dos 176 estudos identificados, apenas sete foram integrados. Em relação aos tipos de estudo, dois eram casos clínicos, três de natureza retrospectiva via análise documental com grupo controle e dois sem grupo comparativo. Nível de evidência quatro. A China foi responsável por 71% das publicações. Foram avaliados ao todo 185 pacientes com coinfecção pelo vírus da hepatite B. A média de idade foi de 48,6 anos (DP 11,10), sendo 163 homens. Foram observados presença de doenças crônicas em 52 (28%) pacientes, dentre as quais destacam‐se Hipertensão Arterial (67%). A respeito do quadro clínico e complicações associadas, observaram‐se: febre (39%), tosse (31%), dispneia (20,87%), fadiga (3,29%), insuficiência hepática (1,46%), hemorragia gastrointestinal (1,09%), trombose venosa profunda, coagulação intravascular disseminada. Em relação aos exames laboratoriais hepáticos, a variação mínima e máxima foram: ALT 22 U/L e >7000 U/L; AST 25 U/L e >7000 U/L; Bilirrubina total 9,6mg/dL e 115mg/dL; Gama GT U/L 22 e 32,3 U/L. Em relação aos 185 pacientes, oito (4,32%) foram submetidos à ventilação mecânica. Ocorreram ao todo, 11 mortes (coeficiente de letalidade de 5,94%). A prevalência de coinfecção foi de 11%. Não se observou diferença estatística (p>0,05) nas variáveis laboratoriais, ventilação mecânica e morte.

Discussão/Conclusão: Pacientes com vírus B apresentam um quadro clínico infeccioso semelhante à população comum.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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