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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 071
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REAÇÃO URTICARIFORME À VACINA CONTRA A COVID-19: RELATO DE UM CASO
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Rhélrison Bragança Carneiroa, Angélica Santos Moraesa, Nathália Vitorino Araújoa, Amália Campos Milani e Silvab
a Centro Universitário UNIFACIMED, Cacoal, RO, Brasil
b Policlínica Municipal de Cacoal, Cacoal, RO, Brasil
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Vol. 26. Issue S1
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Introdução

A Pfizer/BioNTech é uma vacina baseada em RNA mensageiro (mRNA) encapsulado por uma nanopartícula lipídica estabilizada pelo polietilenoglicol (PEG). O polímero está relacionado a reações de hipersensibilidade tipo I, dentre as quais encontram-se a urticária, o angioedema e a anafilaxia.

Relato de caso

Paciente do sexo masculino, dezessete anos de idade, previamente hígido, apresentou reação alérgica um dia após aplicação da primeira dose do imunizante para a COVID-19 da farmacêutica Pfizer/BioNTech, manifestando angioedema em face e erupções urticariformes sistêmicas associadas a prurido e rubor local com início após vinte e quatro horas da aplicação. Nega alergias ou demais sintomas associados. Após vinte dias de início do quadro, o paciente procurou o ambulatório médico onde foi prescrito dicloridrato de hidroxizina 25 mg três vezes ao dia por 10 dias e predinisolona 40 mg pela manhã por 10 dias, com o qual obteve melhora do quadro. A segunda dose do imunizante foi contraindicada por risco de reação anafilática, sendo optado por vacina que não utilize o PEG como excipiente.

Comentários

a reação alérgica pode ocorrer após a exposição a diferentes tipos de alérgenos, no entanto, reações urticadas após a vacina são raras. Dessa forma, descartando os componentes que geralmente estão presentes na maioria das vacinas, os componentes inativos e excipientes podem atuar como determinantes antigênicos. Devido a escassa literatura sobre reação alérgica a esses elementos, o mecanismo alérgico evidenciado ainda é pouco compreendido podendo envolver reações IgE e não IgE mediadas. Embora a reação urticariforme à vacina da COVID-19 ainda seja considerada um fenômeno raro, é necessária a investigação, notificação e avaliação de forma individual para definição da melhor conduta.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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