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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 63-64 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 63-64 (December 2018)
EP‐057
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.119
Open Access
QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA LETALIDADE POR SEPSE E CHOQUE SÉPTICO NOS PACIENTES COM DOENÇAS ONCO‐HEMATOLÓGICAS?
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Luciane Luz e Silva, Diogo Boldim Ferreira, Janaina Midori Goto, Deyvid Fernando M. da Silva, Otávio Monteiro Becker Junior, Paula Tuma, Eduardo Servolo Medeiros
Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: e‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A sepse continua como principal causa de letalidade em pacientes com neoplasias hematológicas, chega a uma taxa de 60% em até seis meses. Apesar da relevância, poucos estudos analisaram o impacto da sepse nessa população.

Objetivo: Avaliar os fatores de risco para letalidade por sepse e choque séptico em pacientes com doenças onco‐hematológicas.

Metodologia: Estudo de coorte histórico, feito no HTEJZ, serviço de referência em pacientes onco‐hematológicos em São Paulo, administrado por uma organização social de saúde (OSS), Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Incluídos consecutivamente pacientes com diagnóstico de sepse de agosto de 2013 a julho de 2016. O acompanhamento dos pacientes foi por 30 dias. Como o modelo tinha diversas variáveis, usou‐se o método de seleção Stepwise backward segundo critério de Akaike (AIC). Os dados foram analisados com estatística descritiva e inferencial, com intervalo de significância de 95%, com o auxílio do software R 3.3.3 (R Core Team, 2016). E os testes consideraram nível de significância de 5%.

Resultado: Foram incluídos 113 pacientes com sepse e choque séptico. A proporção do sexo masculino foi de 54,9% e a média em anos de 59,7. Os diagnósticos hematológicos mais frequentes: leucemias agudas 31,0%; mieloma múltiplo 26,5% e linfomas 21,2%. No transplante de medula óssea (TMO), predominaram os autólogos (85,8%). A proporção de sepse foi de 52,2% e choque séptico de 47,8%. Os principais focos infecciosos foram pneumonia (32,7%), ICS (30,1%), sem foco (15%) e abdominal (13,3%). Os sinais clínicos observados na apresentação da sepse foram taquicardia (90,3%), febre (68,1%) e taquipneia (63,7%). Em relação às disfunções orgânicas observadas, foi encontrado Sequential Organ Failure Assessment (Sofa) médio de 7. A hipotensão foi a disfunção mais frequente (85,0%), seguida por hipoxemia (Po2/Fio2<300) em 46,9%, RNC em 29,2%, disfunção renal (28,3%), hiperlactatemia (27,2%), disfunção hepática (19,6%) e coagulopatia (19,5%). Na análise multivariada os fatores relacionados à letalidade foram Sofa (p=0,001), hiperbilirrubinemia (p=0,001) e plaquetopenia (p=0,045). O agente infeccioso foi identificado em 46,9% dos casos, os bacilos gram‐negativos foram os mais frequentes (79,2%). K. pneumoniae foi o principal microrganismo, apresentou resistência aos carbapenêmicos em 61,1% dos casos. A mortalidade geral em 30 dias foi de 49,6% na população. Nos casos de sepse, encontrada taxa de 35,7% e no choque séptico de 64,3%.

Discussão/conclusão: Os fatores de risco para letalidade foram Sofa, hiperbilirrubinemia e plaquetopenia.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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