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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 37-38 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 37-38 (December 2018)
EP‐009
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.071
Open Access
PROFILAXIA COM VORICONAZOL PARA CONTROLE DE SURTO DE INFECÇÃO FÚNGICA INVASIVA EM UNIDADE DE ONCO‐HEMATOLOGIA
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Luís Felipe Bachur, Bruno Kosa Lino Duarte, Renata Fagnani, Christian Cruz Höfling, Luís Gustavo O. Cardoso, Mariângela Ribeiro Resende, Maria Luiza Moretti, Erich Vinicius de Paula, Plinio Trabasso
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As infecções fúngicas invasivas (IFI) são motivo de grande preocupação em pacientes com neoplasias hematológicas, especificamente aqueles com leucemia mieloide aguda (LMA). Em muitas instituições, pacientes são tratados em enfermarias sem tratamento de ar. Os triazólicos são as drogas de escolha para profilaxia para IFI. No Brasil, boa parte dos centros usa o Fluconazol, devido ao custo e à disponibilidade de Posaconazol. Em 2016, observamos aumento na incidência de IFI na enfermaria de Hematologia, que não tem sistema de tratamento de ar e cuja profilaxia para IFI era feita com Fluconazol. Houve então a necessidade de intervenção relacionada à profilaxia antifúngica.

Objetivo: Descrever o impacto do uso de Voriconazol no controle de surto de infecção fúngica invasiva em pacientes com LMA em unidade de onco‐hematologia.

Metodologia: Análise retrospectiva pós‐intervenção, feita em uma única enfermaria de hematologia. O estudo foi dividido em três períodos: pré‐intervenção, de janeiro/2011 a dezembro/2015; período de surto, de janeiro a março/2016; e pós‐intervenção, de abril/2016 até agosto/2017, quando voriconazol oral foi introduzido como profilaxia. Durante os três períodos os pacientes foram triados com dosagem sérica de galactomanana duas vezes na semana. Tomografia de tórax, seios da face, nasofibroscopia, broncoscopia e biópsia de pele foram feitas de acordo com a situação clínica. Vigilância ativa para IFI de escape também foi feita. Dados sobre episódios e duração de neutropenia, episódios febris, incidência de IFI e mortalidade foram compilados de todas as internações de pacientes com LMA.

Resultado: Foram incluídos 140 pacientes, 93 no período pré‐intervenção; 12 durante o surto; e 35 no período pós‐intervenção. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os três períodos em relação a idade, episódios de neutropenia febril, D‐index, duração da neutropenia, duração da neutropenia profunda e mortalidade. Houve redução significativa da incidência de IFI do período pré‐intervenção (25,8%) e de surto (41,7%) para o pós‐intervenção (5,7%) – p<0,01. A densidade de incidência de IFI/1000 dias de neutropenia foi 9,53 no período pré‐intervenção, subiu para 13,2 no surto e reduziu para 2,53 no período pós‐intervenção. Não houve IFI de escape ou casos de mucormicose nesse período.

Discussão/conclusão: O Voriconazol foi efetivo em controlar um surto de IFI em uma enfermaria de hematologia e pode ser uma opção para profilaxia em um contexto de recursos limitados.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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