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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 38 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 38 (December 2018)
EP‐010
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.072
Open Access
CONTRIBUIÇÃO DOS MÉTODOS DIAGNÓSTICOS NA AVALIAÇÃO DAS INFECÇÕES FÚNGICAS INVASIVAS EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE DE CÉLULAS‐TRONCO HEMATOPOIÉTICAS
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Graciella Calsolari Figueiredo, Thais Guimaraes, Fernanda de Souza Spadao, Jayr Schmidt Filho, Vanderson Rocha, Silvia Figueiredo Costa, Marjorie Vieira Batista
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: Fapesp

N°. Processo: 2017/25415‐0

Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 3 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As infecções fúngicas invasivas (IFI) têm se mostrado um desafio no tratamento de pacientes portadores de doenças onco‐hematológicas submetidos a transplante de células‐tronco hematopoéticas (TCTH). Com isso, a busca de métodos diagnósticos cada vez mais sensíveis e específicos se mostra muito importante, é uma das maiores aliadas para o estabelecimento de uma terapia precoce e um melhor prognóstico.

Objetivo: Estabelecer a contribuição de cada método diagnóstico (galactomanana, tomografia computadorizada, cultura e anatomia patológica) no diagnóstico das IFI e avaliar a sobrevida dos pacientes com IFI após 30 dias do seu diagnóstico.

Metodologia: Estudo retrospectivo descritivo com pacientes do Hospital das Clínicas da USP (HC‐FMUSP), cujos dados foram coletados entre janeiro de 2007 e dezembro de 2016. Eles fizeram TCTH autólogo ou alogênico e desenvolveram IFI provada ou provável pelos critérios revisados do grupo EORTC/MSG de 2008.

Resultado: Os 91 pacientes têm média de 43,3 anos, a maioria é formada por homens 59 (62,1%) e 66 casos foram submetidos a TCTH alogênico (69,5%); 55,8% das infecções fúngicas foram classificadas como prováveis e 42 (44,2%) como provadas. Comparados os grupos de doenças de base, houve um predomínio de leucose aguda, com 36 casos (37,9%), seguido das linfoproliferações crônicas (35,8%) e das benignas e mieloproliferativas crônicas, ambas com 12 casos (12,6%). A maioria das IFI foi causada pelo Aspergillus sp (74,7%), seguido pela Candida (10,5%) e pelo Fusarium (9,5%), houve ainda cinco casos de outros fungos (5,3%) (Rhodotorula sp, Trichosporon asahii, Rhizopus sp, Mucor sp e um não identificado). A dosagem de galactomana (GM) foi o método diagnóstico mais sensível nos casos de infecção por Aspergillus sp, diagnosticou 53 casos (74,6%), seguida pela tomografia computadorizada (TC) (69%). Já as infecções pelo Fusarium foram mais diagnosticadas através das hemoculturas (88,9%), assim como todos os 10 casos de IFI por Candida (100%). As biópsias foram as que mais revelaram casos de infecções por outros fungos (80%).

Discussão/conclusão: A aspergilose invasiva (AI) foi a IFI que mais acometeu os pacientes submetidos a TCTH neste estudo. O método mais sensível para o seu diagnóstico foi a dosagem de GM, seguida pela TC de tórax. A hemocultura, não indicada para diagnóstico de AI, teve boa sensibilidade com Fusarium e Candida, é opção quando há suspeita de outras etiologias para IFI.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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