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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐059
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PRIMEIROS CASOS DE COVID‐19 EM UM ESTADO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: ESTUDO DAS CARACTERÍSTICAS CLÍNICO‐EPIDEMIOLÓGICAS DA NOVA DOENÇA
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Anderson José de Oliveira, Mariana Ramos Barbosa, Kárenn Klycia Pereira Botelho, Anna Gabriela dos Santos Souza, Kelvyn Lucas Costa Albuquerque, Lorran de Alcântara Coelho
Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco, AC, Brasil
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Introdução: A Covid‐19 chegou ao Acre no mês de março de 2020 e cerca de 2 meses depois, a taxa de incidência da doença ultrapassou 370 casos/100.000 habitantes. Apesar do baixo índice de realização de testes diagnósticos, esta é uma das maiores incidências da infecção no país. Este estado, pertencente ao Norte brasileiro e à região amazônica, vivencia a escassez de serviços de saúde atrelada a fatores regionais influenciadores no adoecimento, como a presença expressiva de obesidade e cardiopatias. Desta forma, ressalta‐se a importância da análise desta enfermidade na região, uma vez que grande parcela da população compõe o grupo de risco para as formas graves da infecção pelo novo coronavírus.

Objetivo: Analisar os primeiros casos de Covid‐19 na população acreana.

Metodologia: Trata‐se de uma pesquisa observacional transversal. Coletou‐se os dados clínico‐epidemiológicos de 107 pacientes dentre os primeiros diagnosticados com Covid‐19 no Acre, no período de 15 de março a 15 de maio de 2020, através de informações da Secretaria Estadual de Saúde do Acre, prontuários médicos e aplicação de formulário específico aos pacientes. As informações foram registradas no software REDCap. Realizou‐se o cálculo das frequências, médias e desvios por meio do programa Excel 10.0.

Resultados: A população analisada possui idade média de 41 anos e não apresenta diferença quantitativa entre gêneros (53 homens e 54 mulheres). Destaca‐se a presença de sobrepeso (IMC médio: 28,07) e nível médio de escolaridade elevado (13,4 anos) dentre os diagnosticados com Covid‐19. O tratamento prescrito incluiu azitromicina (n=60), oseltamivir (n=26) e hidroxicloroquina (n=8). Dos pacientes em estudo, 20 foram hospitalizados, sendo 13 hipertensos e 6 diabéticos, nas quais ambas comorbidades associavam‐se à outras, como cardiopatias e pneumopatias. As principais manifestações relatadas foram: febre, cefaleia, ageusia, tosse, anosmia e dispneia.

Discussão/Conclusão: Os dados obtidos fornecem informações clínicas semelhantes aos achados descritos na literatura mundial, com destaque para o padrão de disseminação inicial entre aqueles com elevado nível de escolaridade. A presença de comorbidades confirma‐se como fator preditor para mau prognóstico. Ademais, evidencia‐se a necessidade de continuidade do estudo para melhor caracterização do perfil da doença, além da investigação de possíveis fatores associados à elevada incidência no Acre.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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