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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 116-117 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 116-117 (December 2018)
EP‐160
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.222
Open Access
PREVALÊNCIA DE HEPATITE DELTA NOS PACIENTES HBSAG POSITIVOS DIAGNOSTICADOS EM 2017 NO ESTADO DE RONDÔNIA
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Ester Teixeira Ton, Julia Teixeira Ton, Juan Miguel V. Salcedo, Deusilene Vieira Dallácqua, Mariana Pinheiro A. Vasconcelos
Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), Porto Velho, RO, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 2 ‐ Horário: 13:44‐13:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: O vírus da hepatite Delta (HDV) é um vírus RNA defectivo que necessita do vírus da hepatite B (HBV) para completar seu ciclo biológico. No mundo especula‐se que 15 a 20 milhões tenham infecção crônica pelo HDV. No Brasil, a área endêmica de hepatite Delta corresponde aos estados da Amazônia Ocidental, inclusive Rondônia.

Objetivo: Avaliar a prevalência do HDV em pacientes com HBsAg positivo e caracterizar o perfil clínico e epidemiológico desses pacientes admitidos no Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) do Estado de Rondônia.

Metodologia: Estudo retrospectivo feito no Cepem com pacientes matriculados em 2017. Foi feita revisão de prontuário referente aos dados clínico‐epidemiológicos. Para as análises estatísticas foi usado o SPSS® versão 25.0.

Resultado: Em 2017 foram matriculados 167 pacientes HBsAg positivos no Cepem. Desses, 151 (90,4%) tinham sorologia anti‐HDV em prontuário. Treze dos 151 (8,6%) eram anti‐HDV positivos, com média de 44,5 anos e predominantemente do sexo masculino (61,5%). De acordo com a etnia, 92,3% (12/13) eram pardos, sem indígena. Fatores de risco como uso de drogas endovenosas e homens que fazem sexo com homens não foram referidos, o fator de risco mais significativo foi o contato familiar com o HBV (46,2%) e com o HDV (7,7%), o contato fraterno o mais prevalente. Um paciente tinha tripla infecção HBV/HDV/HIV. Cinco pacientes (38,5%) já apresentavam na matrícula sinais de doença hepática avançada com características de hipertensão portal, dois deles com sinais de descompensação com ascite. Apenas um paciente (7,7%) era HBeAg positivo.

Discussão/conclusão: Apesar de Rondônia fazer parte de uma região endêmica para o HDV, não há estudos de prevalência do vírus. Neste estudo de um ano mostramos uma prevalência nos HBsAg positivos relativamente alta de 8,6%. Hepatite Delta é a mais grave e com mais rápida evolução para cirrose entre as hepatites virais, como mostra o nosso estudo, 38,5% dos pacientes já tinham sinais de doença hepática avançada no momento do diagnóstico. Conforme descrito anteriormente, o HDV parece suprimir o HBV, em apenas 7,7% foi HBeAg positivo.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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