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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐239
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101317
Open Access
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PORTADORES DO VÍRUS T‐LINFOTRÓPICO HUMANO DO TIPO 1 NO MUNICÍPIO DE SALVADOR ENTRE 2015 E 2019
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Mariana Souza Santos Oliveira, Ana Beatriz Rodrigues Lira, Lara Moraes Torres, Victor Oliveira Rocha, Aurea Angelica Paste
Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
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Introdução: A maioria dos portadores do retrovírus HTLV são assintomáticos, enquanto apenas 10% desenvolvem complicações, como leucemia de células T do adulto (ATL), paraparesia espástica tropical‐mielopatia associada ao HTLV (HAM/TSP). A Bahia inseriu o HTLV como uma doença de notificação compulsória a partir de 2011, sendo a cidade de Salvador, capital do estado, reportada como a de maior taxa de infecção do país em 2019.

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos indivíduos portadores do vírus do HTLV‐1 no município de Salvador entre os anos de 2015‐2019.

Metodologia: Trata‐se de um estudo ecológico de caráter observacional. Foram empregados dados secundários virtuais do período de 2015‐2019, coletados do TABNET‐SALVADOR da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador, acerca dos casos de HTLV‐1 notificados no município. Buscou‐se determinar o perfil epidemiológico dos portadores deste agravo com base nas variáveis faixa etária, etnia e sexo.

Resultados: No período de 2011‐2015, 92,5% do total de casos de HTLV‐1 estão concentrados no intervalo entre 20 a 79 anos, sendo que os casos compreendidos de 30 a 59 anos representam 58,4%, os quais registraram a maior frequência em cada ano analisado. Os dados étnicos apresentam uma elevada frequência no total de casos registrados como Ignorado/Branco (42,6%), seguido de Pardos (31,9%) e Pretos (19,5%). Em todos os anos analisados houve um maior número de casos no sexo feminino, sendo o total correspondente entre 2015‐2019 de 75,5%. Destaca‐se o ano de 2019, no qual a proporção foi de 84,4%.

Discussão/Conclusão: Este estudo constata que houve o predomínio de portadores de HTLV‐1da faixa etária entre 30 e 59 anos, e expressivamente do sexo feminino no município de Salvador. Em relação à cor, há predominância da doença entre pardos e negros, dado em consonância com a literatura científica de que o subtipo HTLV‐1 é predominante entre pessoas pretas e pardas. Ressalta‐se a grande subnotificação dos dados obtidos, devido ao preenchimento incompleto das fichas de notificação, sendo o principal viés do estudo. É importante conhecer o perfil socioepidemiológico dos pacientes infectados pelo HTLV a fim de implementar políticas públicas voltadas, principalmente, a população vulnerável, almejando a redução da incidência da doença.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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