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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐158
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MORTES POR HEPATITE VIRAL B NOS ANOS DE 2014 A 2018
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Isabela Costa Monteiro, Ana Luiza Naves Prudente, Júlia Fonseca Carneiro, Jacqueline Moraes Gomes, Hadassa Motta de Paula Mariano, Américo de Oliveira Silvério
Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Goiânia, GO, Brasil
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Introdução: A hepatite B viral é uma doença infecciosa crônica causada pelo vírus da hepatite B (HBV), um vírus envelopado de DNA. É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que pode, também, ser transmitida através de agulhas infectadas, comumente compartilhadas entre usuários de drogas intravenosas, além de transfusões sanguíneas e da contaminação vertical durante o nascimento ou a amamentação. A maioria dos portadores crônicos são assintomáticos, no entanto aqueles que possuem a forma ativa da doença podem desenvolver cirrose e carcinoma hepáticos. No Brasil, tal doença ainda possui alta prevalência.

Objetivo: Traçar um perfil epidemiológico das mortes por hepatite viral B, no Brasil, nos anos de 2014 a 2018.

Metodologia: Trata‐se de um estudo epidemiológico descritivo observacional, com dados provenientes do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, por meio do Sistema de Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram analisados os dados de mortalidade, por hepatite viral B, segundo as regiões do Brasil, sexo, faixa etária e etnia, no período de 2014 a 2018. Como critério de exclusão, foram desconsideradas todas as mortes com idade e etnia ignoradas.

Resultados: Notou‐se a maior mortalidade pela hepatite viral B na região Norte (29,78%), achado este concordante a outros estudos. No sexo masculino, a mortalidade foi 2,5 vezes maior do que no sexo oposto, representando 71,43% da totalidade de mortes por hepatite viral B. Vários trabalhos, também, verificaram maior mortalidade por essa doença no sexo masculino, apresentando uma razão de mortalidade entre os sexos bastante variável ao decorrer dos anos. Quanto à faixa etária, o maior número de óbitos pela doença ocorreu entre os 50 a 69 anos, com uma taxa acumulada de 46,45%. Este dado vai de encontro a alguns estudos, os quais determinaram maior mortalidade por hepatite viral B durante a quarta década de vida. Por fim, em relação à etnia, a doença esteve associada a uma maior mortalidade na população parda (51,2%). Este achado pode ser devido às a uma maior prevalência da hepatite viral B em pessoas dessa raça, o que já foi verificado em certas publicações.

Discussão/Conclusão: Os resultados desse estudo indicam que os índices de mortalidade por hepatite viral B foram predominantes na região Norte, no sexo masculino, em indivíduos com 50 a 69 anos e na população parda. Deve‐se, ainda, frizar a necessidade de mais pesquisas sobre o tema em âmbito nacional, objetivando uma melhor compreensão dos fatores epidemiológicos associados à mortalidade pela hepatite viral B.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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