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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐064
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101142
Open Access
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA PANDEMIA POR COVID‐19 NO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Bárbara Ferreira Nascimento, Gustavo Rodrigues Andrade, Matheus Caetano Hespanhol, Murilo Borges de Almeida, Felipe Alves Nazá rio, José Bento Fernandes Souza, Renato Tales Gomes, Giovanna Gaudenci Nardelli
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Introdução: Em dezembro de 2019, a China informou à OMS casos de pneumonia com etiologia, a princípio, desconhecida na cidade de Wuhan. Hoje, têm‐se como dados 38 milhões de infectados pelo coronavírus e mais de 1 milhão de mortes reportadas pelo mundo, caracterizando‐se como a maior pandemia dos últimos tempos. Nesse sentido, faz‐se necessário o entendimento da evolução epidemiológica do COVID‐19 em algumas regiões.

Objetivo: Analisar os dados e delinear o perfil epidemiológico da pandemia por COVID‐19 no estado de Minas Gerais, Brasil, no período de março a agosto de 2020 com fins a entender melhor como tem se configurado a expansão das contaminações.

Metodologia: Trata‐se de um estudo epidemiológico, descritivo e secundário, que se valeu dos dados obtidos pelo DATASUS, analisando‐se os números de casos e óbitos disponibilizados em relação ao estado de MG.

Resultados: No período identificado e a partir do boletim epidemiológico especial, semana 40, observa‐se o Brasil como sendo o terceiro país em relação aos quantitativos de casos de COVID‐19 no mundo (4.906.833) e em segundo em relação aos óbitos (145.987), sendo que os maiores registros até a presente data ocorreram dia 29 de julho. Em relação a Minas Gerais, apesar de apresentar uma estabilização no número de casos (325.972), observa‐se que ainda registra os maiores números se comparados com os demais estados e apresenta uma redução do número de óbitos (8.171, cerca de ‐26%). Os municípios com maior contabilização de novos casos em Minas são: Uberlândia (2456), Belo Horizonte (1784) e Betim (1114), sendo Belo Horizonte (43496) e Uberlândia (31544) os municípios que apresentam os maiores números totais de casos confirmados. O perfil epidemiológico dos casos que evoluíram a óbito em Minas demonstra um leve predomínio dos casos na população parda (44%) e do sexo masculino (57%), na faixa etária acima de 60 anos (80%). Além disso, 75% dos casos possuíam algum tipo de comorbidade, sendo a cardiopatia (64%) a mais predominante.

Discussão/Conclusão: Nesse sentido, nota‐se que o COVID‐19 no âmbito do estado de Minas Gerais, apesar de relativa estabilização dos casos, continua a ser um agravo sério e complexo, e assim as autoridades precisam de permanecer em alerta, principalmente no perfil epidemiológico apresentado (homem, pardo, acima de 60 anos com comorbidades) para que a pandemia seja realmente controlada e não ocorra um novo aumento como já se observa em alguns países europeus.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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