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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐350
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101428
Open Access
PERFIL BACTERIANO DE PACIENTES ADMITIDOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DO CENTRO DE MEDICINA TROPICAL DE RONDÔNIA DURANTE A PANDEMIA DO COVID‐19
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Luana Kamila Castilho Rodrigues, Camylla Felix Soares, Júlia Teixeira Ton, Neurisvania Soares, Renata Rodrigues Peixoto, Stella Ângelo Zimmerli, Mariana Pinheiro Vasconcelos
Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON), Porto Velho, RO, Brasil
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Introdução: A COVID‐19 trouxe diferentes mudanças para o ambiente hospitalar, sobretudo, para unidades de terapia intensiva (UTI). Essas, já consideradas um ambiente crítico, passou a ter uma maior demanda de procedimentos invasivos, o que pode ter contribuido para maior ocorrência de infecções bacterianas.

Objetivo: Caracterizar os microorganismos isolados, avaliando os perfis de resistências aos antimicrobianos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON).

Metodologia: Estudo transversal, prospectivo, realizado no CEMETRON entre abril e setembro, avaliando resultados de culturas bacterianas de pacientes admitidos em UTI durante a pandemia COVID‐19. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 21048619.1.0000.0011). Para análises estatísticas foi utilizado o SPSS® versão 25.0.

Resultados: Durante o período foram realizadas 172 culturas, sendo 42% positivas. Dessas, 38,9% hemoculturas, 37,5% aspirados traqueais, 12,5% uroculturas e 11,1% outras topografias. Dentre os microorganismos, houve destaque do Staphylococcus coagulase negativo 31,9%; Pseudomonas aeruginosa 15,3%; Klebsiella pneumoniae 12,5%; Candida albicans 9,7%; Burkhoulderia cepacia 6,9%; Staphylococcus aureus 5,6%; e outros 18,1%. Nove culturas correspondiam à K. pneumoniae, sendo uma multissensível, três resistentes às cefalosporinas de 4ª geração e/ou piperacilina+tazobactam e cinco aos carbapenêmicos; 11 correspondiam à P. aeruginosa, sendo seis multissensível, duas resistentes às cefalosporinas de 4ª geração e/ou piperacilina+tazobactam e três aos carbapenêmicos. Metade dos S. aureus eram resistentes à oxacilina. A K. pneumoniae resistente às cefalosporinas de 4ª geração e/ou piperacilina+tazobactam predominou na topografia de aspirado traqueal, não sendo encontrada em uroculturas.

Discussão/Conclusão: Nas hemoculturas, os Staphylococcus CoN foram os mais prevalentes, revelando provavelmente elevadas taxas de contaminações, sendo necessário mais capacitações com as equipes de coletas. Um ponto interessante é que nosso perfil foi diferente de outros hospitais do estado, onde mostramos praticamente inexistência de Acinetobacter. Estudos prévios realizados em nosso serviço no período antecedente à pandemia da COVID‐19, mostraram maior quantidade de uroculturas positivas, divergindo do que ocorre no período atual, em que as infecções pulmonares são mais prevalentes, possivelmente decorrente de infecções secundárias na COVID‐19.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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