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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐172
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PERCEPÇÕES DAS BARREIRAS E BENEFÍCIOS DE PESSOAS SOROPOSITIVAS AO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA ACERCA DO DIAGNÓSTICO EM FASES TARDIAS DA INFECÇÃO
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Viviana Colbacho Bettarello, Nádia Bruna da Silva Negrinho, Rodrigo Carvalho Santana, Renata Karina Reis, Fernanda Maria Vieira Pereira‐Ávila, Elucir Gir
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana ataca o sistema imunológico, essencial para combater infecções. Segundo o Ministério da Saúde no período entre 1980 e junho de 2019 foram notificados 966.058 casos de aids e 338.905 óbitos. Uma das dificuldades para o controle e erradicação da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana é o diagnóstico em fases tardias da doença, levando ao atraso do tratamento e aumento da morbimortalidade.

Objetivo: Compreender as percepções das barreiras e benefícios de pessoas soropositivas ao vírus da imunodeficiência humana acerca do diagnóstico em fases tardias da infecção.

Metodologia: Estudo transversal, descritivo e exploratório com abordagem qualitativa realizado no período de janeiro e agosto de 2019 com pacientes que tiveram o diagnóstico em fases tardias da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana durante internação hospitalar. As entrevistas foram individuais e embasadas no modelo de crenças em saúde de Rosenstock. Adotou‐se a Análise de Conteúdo para organização e codificação das informações. Aspectos éticos foram contemplados.

Resultados: A percepção dos benefícios ao adquirir a infecção está relacionada à melhora no cuidado com a saúde, alimentação, acessibilidade aos serviços de saúde e o abandono e/ou diminuição de hábitos de vida não saudáveis. Já as barreiras foram relacionadas às dificuldades nos relacionamentos sociais, abandono e/ou afastamento de amigos e companheiros, ao psicológico e ao preconceito.

Discussão: O modelo de crenças em saúde explica o comportamento dos pacientes no processo saúde‐doença da infecção, assim os pacientes necessitam identificar as barreiras psicológicas, emocionais, físicas, mentais e sociais que os impedem de modificar suas ações. Um estudo verificou que o sucesso do tratamento vem através do processo de aceitação da doença, estimulando‐o a adquirir hábitos saudáveis na rotina diária. Outros estudos ressaltaram que o preconceito causa o isolamento social e a ocultação da doença das pessoas soropositivas ao HIV e os impedem de realizar o diagnóstico precoce.

Conclusão: A vulnerabilidade social, mudanças físicas, mentais e o preconceito facilitam o progresso da epidemia. No entanto após o diagnóstico os pacientes adquiram mudanças de comportamentos benéficas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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