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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐171
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CONHECIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DO CONCEITO INDETECTÁVEL=INTRANSMISSÍVEL EM DIFERENTES ESPECIALIDADES MÉDICAS
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Nathalia Neves Nunes, Ricardo Vasconcelos, Edson Ferreira Filho, Clarissa Willets, Renata Kobayasi, Marcello Cocuzza, Vivian L. Avelino‐Silva
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Os conceitos de Tratamento como Prevenção (TCP) e Indetectável=Intransmissível (I=I), apesar de serem embasados por sólidas evidências cientificas, permanecem desconhecidos por diversos profissionais da saúde.

Objetivo: Avaliar o grau de conhecimento sobre I=I e TCP por profissionais médicos de diferentes especialidades e seu impacto no aconselhamento sexual e reprodutivo de Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV).

Metodologia: Estudo de corte transversal realizado entre novembro/2019 e fevereiro/2020 entre médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Questionários de auto‐preenchimento compostos por questões objetivas e casos clínicos fictícios foram utilizados para a coleta de dados. Respostas fornecidas por especialistas em ginecologia e urologia foram comparados aos demais participantes. Fatores associados à atitude favorável a I=I foram avaliados em um modelo de regressão logística.

Resultados: Foram incluídos 197 profissionais médicos das seguintes especialidades: infectologia (n=79), clínica médica (n=21), medicina de família e comunidade (n=18), urologia (n=28) e ginecologia (n=51); 50% eram do sexo feminino, com mediana de idade de 31 anos. 170 (86%) eram heterossexuais e 149 (76%) eram caucasianos e 63 (32%) ainda estavam na residência. A maioria (73%) declarou que concorda/concorda fortemente com a afirmação de que PVHIV em tratamento com carga viral indetectável não transmitem HIV por via sexual. Entretanto, observamos importante diferença quando comparamos ginecologistas e urologistas (46%) e as demais especialidades (92%). No total, somente 52% declarou conhecer o conceito I=I e apenas 64% concorda/concorda fortemente que PVHIV devem ser informadas sobre isso. Ginecologistas/urologistas também recomendaram reprodução assistida mais frequentemente para o caso fictício de casal sorodiscordante sem infertilidade (p<0,001). No modelo ajustado para especialidade médica, idade, sexo, orientação sexual e raça, a especialidade médica (ginecologia/urologia) e idade mais elevada tiveram associação estatisticamente significante com atitude menos favorável ao conceito I=I (p<0,001 e p=0,005, respectivamente).

Discussão/Conclusão: Conceitos fundamentais sobre a transmissão e prevenção do HIV estão deficitários em algumas especialidades médicas. Melhorias na educação médica, especialmente para profissionais atuando nas áreas de saúde sexual e reprodutiva de PVHIV, são urgentemente necessárias.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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