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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 52 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 52 (December 2018)
EP‐036
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.098
Open Access
LEISHMANIOSE VISCERAL ASSOCIADA A HEPATITE AGUDA FULMINANTE: RELATO DE CASO
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Isadora Curti Cicero, Joana Darc Silva Selvante, Alexandre Micali Carvalho, Claudemir Marcos Machado, Mauricio Lacerda Nogueira, Delzi Vigna Nunes, Irineu Luiz Maia, Cassia Fernanda Estofolete
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 10:51‐10:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A leishmaniose visceral é uma doença de evolução crônica, com febre, perda ponderal, desnutrição, esplenomegalia e pancitopenia. A evolução aguda geralmente é marcada pela presença de febre e diarreia, além de sintomas constitucionais autolimitados. Na literatura poucos casos são descritos de evolução aguda fulminante de leishmaniose visceral, especialmente em adultos.

Objetivo: Relatar o caso de paciente jovem, previamente hígido, com evolução fulminante e fatal de leishmaniose visceral.

Metodologia: Paciente sexo masculino, 28 anos, natural do Maranhão, procedente de São José do Rio Preto, SP, havia seis meses trabalhava como administrador de obras, negava comorbidades e era tabagista 13 anos/maço. Foi admitido com queixa de febre de 39°C, dispneia e dor abdominal iniciadas havia 10 dias. Ao exame físico, apresentava‐se em bom estado geral, desidratado, ictérico, com fígado doloroso e palpável a 4cm do rebordo costal, traube ocupado. Os exames laboratoriais inicialmente mostraram pancitopenia, aumento de bilirrubinas e transaminases aumentadas 35 vezes comparadas com o valor de referência. Após três dias da admissão, ainda em bom estado geral, apresentou pioria dos parâmetros laboratoriais com anemia e plaquetopenia, pioria das funções hepática e renal. Após mais um dia, evoluiu com pioria importante do estado geral e da dor abdominal, apresentou hematúria e melena, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão, foi intubado e levado a unidade de terapia intensiva. Durante a investigação, foram descartadas hepatites virais A, B e C, dengue, infecção pelo HIV, malária e febre amarela. Em mielograma foram evidenciadas múltiplas leishmanias intra e extracelulares, confirmou‐se a hipótese de leishmaniose visceral. Recebeu anfotericina b lipossomal por um dia, porém evolui para óbito após disfunção de múltiplos sistemas após quatro dias da admissão.

Discussão/conclusão: A evolução aguda e fulminante da leishmaniose visceral, que cursa com disfunção hepática grave e rapidamente progressiva é bastante rara e geralmente associada a importante parasitemia. Em áreas de múltipla circulação de agentes, inclusive arbovírus como vírus da febre amarela, o diagnóstico diferencial de doença febril aguda associada a hepatoesplenomegalia consiste num grande desafio para o médico assistente. Conhecer até as diferentes formas de evolução clínica, ainda que raras, das infecções mais frequentes é uma ferramenta importante no manejo de tais pacientes, a fim de evitar desfechos desfavoráveis.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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