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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐357
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101435
Open Access
INVESTIGAÇÃO DE ESPÉCIES E PERFIL DE SUSCETIBILIDADE DE ISOLADOS DE ASPERGILLUS SPP. PROVENIENTES DE AR ATMOSFÉRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO
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Gabriel Manzi Oliboni, Juliana P.F. Takahashi, Carlos Alberto Passinho Campos, Lucas Xavier Bonfietti, Mirian Rando Araujo, Claudete Rodrigues Paula, Maria José Silveira, Maria Luiza Moretti, Akira Watanabe, Marcia S.C. Melhem
Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Aspergillus compreende 446 espécies anemófilas, atualmente, agrupadas em 27 Seções que habitam solo, água e ar atmosférico, sendo encontradas como contaminantes de ambientes hospitalares. A inalação de conídios fúngicos pode levar à infecção primária das vias respiratórias, a aspergilose, em pacientes neutropênicos. Alguns isolados possuem mecanismos de resistência contra antifúngicos azólicos de uso clínico também demonstrados em isolados ambientais expostos a fungicidas agrícolas

Objetivo: Avaliar quais espécies são predominantes no ar atmosférico de cidades do estado de São Paulo, assim como, determinar o valor da concentração inibitória mínima (CIM) de antifúngicos, clínicos e agrícolas

Metodologia: Foram coletadas 114 amostras de ar de 5 municípios, com investigação de CIM de acordo com o documento europeu de referência EUCAST E.Def. 9.3.2 e a identificação taxonômica foi obtida pela chave dicotômica de Klich (2002), com base em análise morfológica

Resultados: Foi encontrada alta frequência (70%) de Aspergillus com>1 colônias (total 118) em cada amostra. As colônias foram identificadas, de modo presuntivo em Seções e, diferentemente, do observado na literatura, foi encontrada maioria de isolados de Aspergillus Seção Nigri (23%), seguido da Seção Fumigati (20%), Seção Flavi (12%), entre outras distintas Seções (45%). Para 19 amostras a análise microscópica indicou: 36,9% Seção Flavi, 21,1% Seção Cremei, 15,8% Seção Nigri, 15,8% Seção Sparsi, 5,2% Seção Nidulantes e 5,2% seção Clavati

Discussão/Conclusão: Para o isolado da seção Clavati, foram observados altos valores de CIM para posaconazol e para o fungicida agrícola difenoconazol, o que pode sugerir resistência cruzada. São escassas as informações sobre suscetibilidade antifúngica da Seção Clavati, na literatura. Os demais isolados apresentaram valores abaixo dos ECVs para itraconazol e voriconazol, indicando serem selvagens (non wild‐type) para esses antifúngicos. Foram observadas várias Seções de Aspergillus no ar atmosférico, com prevalência de Nigri, e quase total ausência de isolados com potencial de resistência a antifúngicos de amplo uso clínico, incluindo Seção Fumigati, responsável por maior parte dos casos de aspergilose. No entanto, ocorrência de isolado da Seção Clavati, com provável mecanismo de resistência a posaconazol e alto valor de CIM para fungicida triazólico justifica o monitoramento de resistência ambiental para melhor compreensão dos quadros de aspergilose refratários à terapia azólica.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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