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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 125 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 125 (December 2018)
EP‐177
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.239
Open Access
INVESTIGAÇÃO CLÍNICO‐EPIDEMIOLÓGICA E ETIOLÓGICA DE INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS VIRAIS NO MUNICÍPIO DE TERESINA, PI
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Danilo Rafael da Silva Fontinele, Francisco das Chagas F. de Melo Júnior, Hitalo Roberto de Araújo Coêlho, Emmanuelle Pessoa Costa, Herion Alves da Silva Machado, Liline Maria Soares Martins, Fabiano Vieira da Silva
Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Teresina, PI, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 4 ‐ Horário: 14:05‐14:10 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: As infecções respiratórias agudas (IRAs) são causas comuns de morbimortalidade, especialmente em extremos etários e em imunocomprometidos. Apresentam como manifestações clássicas: tosse, febre, dor de garganta, cefaleia e outros. Como etiologia, há os vírus influenza A e B e outros vírus respiratórios (OVRs), entre os quais estão metapneumovírus (HMPV), parainfluenza (PIV), adenovírus (ADV), vírus sincicial respiratório (VSR). Podem causar as síndromes gripal (SG) e respiratória aguda grave (SRAG), de modo que a manifestação varia de um resfriado autolimitado até complicações graves, como meningoencefalites e pneumonia.

Objetivo: Fazer um panorama etiológico viral das IRAs, bem como investigar aspectos clínico‐epidemiológicos das infecções por vírus influenza e OVRs em pacientes com SG ou SRAG, em Teresina, de janeiro a abril de 2018.

Metodologia: Estudo retrospectivo, descritivo e qualiquantitativo, feito em um laboratório de saúde pública do Piauí. O trabalho teve aprovação do Comitê de Ética em pesquisa e os dados clínicos e laboratoriais foram procedentes das fichas de notificação de SG e SRAG de 357 pacientes.

Resultado: Verificou‐se que 331 (92,71%) pacientes são procedentes de Teresina. Quanto ao aspecto clínico, houve 180 (50,42%) casos de SRAG e de 177 (49,58%) de SG, de modo que o gênero feminino foi o mais acometido, com 205 (57,42%) casos. Em relação à faixa etária, 128 (35,85%) tinham menos de 10 anos, 25 (7%) desses < 1 ano. Entre os sintomas analisados, sobrepujaram febre, tosse e dor de garganta. Quanto à detecção viral por RT‐PCR em tempo real, verificou‐se que 87 (24,36%) pacientes tinham carga viral detectável para HMPV, 21 (5,88%) para PIV 1, 98 (27,45%) para influenza A (H1N1 pdm09), seis (1,68%) para ADV e 145 (40,61%) sem detecção de vírus. Houve infecção múltipla em 27 (7,56%) pacientes, com predomínio de PIV 1 e HMPV (40,74%) e de PIV 3 e HMPV (37,03%). Notou‐se o uso de Oseltamivir (Tamiflu) em 161 pacientes, entre os quais 101 (62,74%) tinham infecção por OVRs.

Discussão/conclusão: Os dados demonstraram predomínio de SG e SRAG em mulheres e crianças. Os sintomas mais observados foram febre, tosse e dor de garganta. Observou‐se maior prevalência da infecção por influenza A (H1N1 pdm09), evidenciou uso indevido de Oseltamivir em muitos pacientes. Diante dessa situação, torna‐se fundamental a investigação laboratorial de vírus respiratórios e de outros agentes infecciosos, em busca da terapêutica adequada.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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