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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 125-126 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 125-126 (December 2018)
EP‐178
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.240
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CRIPTOCOCOSE DISSEMINADA E SUA RELAÇÃO COM ASSEPSIA INAPROPRIADA DE EXCRETAS DE POMBOS NOS TELHADOS DE HOSPITAIS
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Gustavo Fernandes da Silva
Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 13:30‐13:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A criptococose é uma micose sistêmica que pode se disseminar por via hematogênica ou linfática, a depender do perfil imunológico de cada paciente. Essa moléstia é causada pela levedura encapsulada da espécie Cryptococus neoformans, que tem como reservatório os pombos, em suas fezes há grande quantidade de esporos desse fungo que, ao estar na forma de aerossóis, podem ser inalados e infectar os pacientes.

Objetivo: Avaliar a relação entre a presença de pombos e suas excretas no telhado de hospitais com infecção hospitalar por criptococose em pacientes imunocomprometidos.

Metodologia: Foi analisado o prontuário de uma paciente de 59 anos internada em enfermaria da oncologia, em 2016, com leucemia mielogênica aguda como doença de base. Essa paciente foi submetida à quimioterapia e evoluiu com neutropenia severa. Concomitantemente à sua permanência na enfermaria, houve limpeza do telhado do hospital para remoção de dejetos e fezes de aves, inclusive de pombos. Conclui‐se, portanto, que ao higienizar de forma inadequada o telhado do referido hospital, aerossóis de esporos da levedura Cryptococus neoformans foram inalados pela paciente. Desse modo, a infecção pelo fungo, juntamente com a fragilidade do sistema imunológico dessa paciente, proporcionou a forma disseminada da doença, em que, além dos pulmões, houve acometimento hepatoesplênico. Ademais, requereu internação em unidade de terapia intensiva por apresentar insuficiência respiratória aguda. Diante disso, o diagnóstico de criptococose foi confirmado através de biópsia pulmonar e contraimunoeletroforese para fungos. Ambos os métodos elucidaram a presença de Cryptococus sp, no ensaio imunológico houve titulação de 1/64 para essa levedura.

Discussão/conclusão: Na situação relatada optou‐se por tratar a paciente com anfotericina b lipossomal devido à suspeição inicial de infecção por Aspergillus sp. Dessa forma, perante a não evolução para melhoria e de posse da tipologia do fungo causador da patologia, mudou‐se o esquema terapêutico para fluconazol, obteve‐se como resultado a remissão total da infecção na paciente. Logo, a análise desse caso clínico chama a atenção para o risco da presença de pombos e suas excretas nos telhados de hospitais, haja vista que tanto o intemperismo quanto ações antrópicas, no que se refere às formas inapropriadas de assepsia dos ambientes que contêm fezes dessas aves, podem favorecer o surgimento de casos de infecção hospitalar por Cryptococus neoformans, principalmente em pacientes imunocomprometidos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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