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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐188
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101266
Open Access
INGESTÃO DE PRÓPOLIS POR PESSOAS QUE VIVEM COM HIV: ANÁLISE NUTRICIONAL, BIOQUÍMICA E DE SEGURANÇA
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Karen Ingrid Tasca, Fernanda Lopes Conte, Ana Cláudia M.M. Alves, Karina Basso Santiago, Eliza Oliveira Cardoso, Lívia Bertazzo Sacilotto, Bruno José Conti, Andresa Aparecida Berretta, Lenice Rosário Souza, José Maurício Sforcin
Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: FAPESP

Nr. Processo: 2017/14846‐0

Introdução: Embora haja diminuição nos níveis de mediadores inflamatórios após início da terapia antirretroviral (TARV) em pessoas que vivem com o HIV/aids (PVHA), não é comum a normalização destes parâmetros. Ademais, alguns efeitos adversos causados pela TARV estão associados a alterações metabólicas e bioquímicas, bem como ao estado nutricional e composição corporal, contribuindo para o desenvolvimento precoce de comorbidades não‐AIDS. Considerando que tais efeitos poderiam ser atenuados na presença de agentes com ação anti‐inflamatória, a própolis poderia ser uma candidata na promoção da saúde destes pacientes.

Objetivo: Investigar a influência da ingestão diária da própolis verde brasileira (EPP‐AF®) por PVHA assintomáticas (supressão viral sustentada) em marcadores bioquímicos e nutricionais, além de verificar a segurança, considerando possíveis interações da própolis com os antirretrovirais ou com alterações clínico‐laboratoriais.

Metodologia: Este ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo‐cego controlado por placebo envolveu 40 participantes, sendo que 20 fizeram ingestão diária de comprimidos contendo própolis (500mg) e 20 ingeriram placebo. A análise dos parâmetros laboratoriais/bioquímicos, antropométricos e de bioimpedância foram realizados em dois momentos: antes (M0) e 3 meses após intervenção (M1). Verificou‐se também se possíveis alterações estariam relacionadas com mudanças no padrão alimentar de cada participante, considerando 2 recordatórios 24h (pré‐coleta) e 9 questionários alimentares (3 mensais). Para análise estatística, foram utilizados os testes Poisson, Gamma e ANOVA seguida de Tukey.

Resultados: Ambos os grupos foram homogêneos em relação às características clínicas e sociodemográficas, sem nenhuma mudança na dieta dos participantes. Apesar da maior média da atividade de creatinofosfoquinase (CPK) (p=0,011) ter ocorrido no M1 naqueles que receberam própolis, não excedeu o valor de referência. A concentração de magnésio foi maior neste mesmo grupo (p=0,003), o que sugere manutenção na homeostase destes indivíduos. Nenhum outro parâmetro, incluindo carga viral, foi alterado pela utilização da própolis.

Discussão/Conclusão: Além da própolis ter contribuído com aumento nos níveis de magnésio, os demais marcadores bioquímicos, nutricionais, metabólicos e clínicos não foram alterados, indicando que sua ingestão diária (500mg) é segura para esta população.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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