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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐146
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101224
Open Access
INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE E ENTRE PACIENTES COM NÍVEIS ALTERADOS DE ALANINA AMINOTRANSFERASE EM DOIS HOSPITAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Danielle Dias Conte, Nancy C.J Bellei, Luciano Kleber de Souza Luna, Amanda Passarini, Celso Francisco Hernandes Grana
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A infecção do vírus da hepatite E (VHE) acomete anualmente cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, com 3 milhões de casos de infecção aguda e 56 mil mortes. A via de transmissão é fecal‐oral, e há evidências de transmissão zoonótica. A infecção é assintomática em 50% dos casos, mas pode causar hepatite aguda autolimitada. A manifestação sintomática é comumente relatada em homens com mais de 50 anos. Em mulheres que adquirem o VHE durante a gravidez, 20% desenvolvem formas graves como hepatite fulminante. Há relatos de infecção crônica em imunocomprometidos, principalmente em transplantados de órgãos sólidos ou com doença hepática pré‐existente. Estudos recentes demonstraram que nas infecções por VHE, sem outras hepatites virais, há uma elevação três vezes maior na taxa de alanina aminotransferase (ALT) em relação ao limite superior (56 UI/L). Essa elevação pode ser fator preditivo de infecção por VHE.

Objetivo: Investigar a infecção por VHE em pacientes do serviço de pronto atendimento (PA) dos hospitais São Paulo (HSP) e Beneficência Portuguesa (HBP), com ALT>200 UI/L.

Metodologia: No total, 400 pacientes (200 de cada PA) foram testados para VHE por real‐time RT‐PCR (RT‐qPCR), a partir de amostras de soro. Entre esses pacientes, 90 (45 de cada PA) foram selecionados aleatoriamente para a detecção de anticorpos IgM anti‐VHE por ELISA. Além disso, os 200 pacientes do HSP foram investigados para a presença de IgM anti‐hepatite A (VHA), B (VHB), e C (IgG‐VHC) por ELISA.

Resultados: A idade dos pacientes variou de 0,8 a 91 anos (média=46,29±24,47, mediana=48) e em relação ao sexo 51,25% eram homens. Nos testes de VHE por RT‐qPCR, 16 pacientes foram positivos (4,1%), sendo 9 do HSP e 7 do HBP. No teste ELISA de IgM anti‐VHE, 2 pacientes do HBP foram reagentes (2,22%). Nesses últimos, os valores de ALT foram de 1505 e 3831 UI/L, um paciente masculino de 77 anos, e um feminino de 39 anos, respectivamente. Nos RT‐qPCR positivos, a média de ALT foi de 441,87 UI/L (variação de 299 a 698). Nos 200 pacientes do HSP, foram reagentes para VHA, B, e C, 9%, 4,5%, e 3,5%, respectivamente. Dois pacientes RT‐qPCR positivos para VHE foram reagentes para VHA e B, separadamente.

Discussão/Conclusão: A hepatite E continua subnotificada e negligenciada no Brasil, prejudicando principalmente a parcela da população sem acesso a saneamento básico. Dessa forma, é importante estabelecer um diagnóstico de rotina de VHE que possibilite a intervenção precoce e melhorar o prognóstico dos pacientes.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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