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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
PI 136
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IMPACTO DA PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO AO HIV (PREP) SOBRE A QUALIDADE DE VIDA SEXUAL DE USUÁRIOS
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Daniel Arthur Bertevelloa, Ricardo Vasconcelosb, Natália Cerqueirab, Ana Luiza Pires da Cunhac, Angela C. Freitasc, Vivian I. Avelino-Silvad
a Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo, SP, Brasil
b Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
c Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
d Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução/Objetivo

Mesmo com importantes avanços científicos no tratamento e prevenção do HIV/Aids, sua incidência permanece elevada, com cerca de 1,5 milhões de novas infecções em 2020. No Brasil, a prevenção combinada é a estratégia preconizada no combate à epidemia, destacando-se dentre os diversos métodos preventivos a profilaxia pré-exposição (PrEP), disponível no SUS desde o início de 2018. Benefícios adicionais desta nova estratégia, como a melhora da qualidade de vida sexual e emocional, foram pouco explorados até o momento.

Métodos

Nesse estudo de corte transversal, usuários de PrEP acompanhados em serviços ambulatoriais de São Paulo foram convidados a responder a um questionário de qualidade de vida sexual (escala de experiência sexual Arizona adaptada) e a um questionário sobre ansiedade e depressão (escala hospitalar de ansiedade e depressão - HADS). Todos os participantes forneceram consentimento para a inclusão no estudo.

Resultados

221 participantes com mediana de idade de 33 anos foram incluídos, dentre os quais 216 (98%) identificaram-se como homens; os participantes tinham alta escolaridade (89% com graduação completa) e a raça branca foi auto-referida por 71%. Não observamos impacto clinicamente relevante do uso da PrEP sobre aspectos da libido, excitação, ereção e satisfação sexual. Entretanto, em relação ao período antes do uso de PrEP, 69% dos participantes relataram pensar menos/muito menos no HIV durante ou após uma relação sexual; 73% relataram ficar menos/muito menos preocupados com a possibilidade de contrair o HIV; e 73% relataram que a possibilidade de infecção pelo HIV atrapalha menos/muito menos frequentemente a qualidade das relações. Observamos presença de ansiedade em 44% e depressão em 20% da amostra de acordo com as respostas à escola HADS.

Conclusão

A PrEP pode trazer benefícios adicionais além da prevenção da infecção por HIV, incluindo impacto sobre fatores psíquicos ligados ao exercício da sexualidade e afeto, interferindo positivamente na qualidade de vida sexual e emocional de seus usuários.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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