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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐382
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IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE SEPSE GERENCIADO POR ENFERMEIRO NA ADESÃO À TERAPIA ANTIMICROBIANA
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Ana Carolina Souza de Lima, Jéssica Heloiza Rangel Soares, Camila Brito Borguezam, Uiara Rodrigues Oliveira Moraes, Caroline Tolentino Sanches, Cintia Magalhães Carvalho Grion, Gilselena Kerbauy
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
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Introdução: A sepse é considerada uma das principais causas de mortalidade mundial, se tornando um grande desafio aos profissionais implicados na identificação, controle e tratamento desse acometimento. Neste sentido, visando o aumento da sobrevida do paciente séptico e redução das taxas de mortalidade, torna‐se necessário que as medidas terapêuticas recomendas pela Surviving Sepsis Campaign, como a terapia antimicrobiana, sejam implantadas nos setores hospitalares e iniciem na primeira hora após a identificação da sepse.

Objetivo: Avaliar o impacto da implantação de protocolo de sepse gerenciado por enfermeiro sobre a adesão à terapia antimicrobiana em setor de urgência e emergência de um hospital universitário.

Metodologia: Estudo quase‐experimental do tipo antes e depois, relacionado à implantação de protocolo assistencial gerenciado de tratamento da sepse. O protocolo foi constituído por checklist para triagem, diagnóstico e tratamento, além de equipe especializada, formada por enfermeiros denominados gerentes do protocolo, com disponibilidade de 4 horas diárias, destinada a implementar ações em tempo real de atendimento, voltadas a triagem dos casos, comunicação das equipes, preparo e administração da primeira dose de antimicrobiano. A seleção da amostra ocorreu a partir da admissão ou diagnóstico de sepse sendo acompanhada até o desfecho clínico (alta ou óbito) entre dezembro de 2013 a março de 2018. Os dados foram coletados prospectivamente dos arquivos médicos valendo‐se de formulário de auditoria do atendimento e analisados estatisticamente pelo programa EpiInfoTM.

Resultados: A amostra da pesquisa foi composta por 631 pacientes, sendo 95da fase pré‐intervenção e 536da fase pós‐intervenção do protocolo. Em relação a adesão ao antimicrobiano, 7 (12,50%) pacientes da fase pré‐intervenção receberam o tratamento com antibiótico na primeira hora de diagnóstico, em contrapartida na fase pós‐intervenção 202 (46,01%) pacientes receberam a terapêutica dentro da primeira hora (p‐valor<0,001).

Discussão/Conclusão: Os resultados do estudo evidenciaram que a implantação de protocolo de sepse gerenciado por enfermeiro demonstrou ser efetiva no aumento a adesão ao tratamento antimicrobiano na primeira hora do diagnóstico de sepse, mostrando a relevância deste profissional no gerenciamento de protocolos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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