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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐383
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101461
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SEPSE NEONATAL TARDIA POR PANTOEA SP ‐ RELATO DE CASO
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Jaqueline Forestieri Bolonhez, Ana Cristina Medeiros Gurgel, Maria Gabriela Lopes, Eduardo Fenili Oliveira, Beatriz Medeiros Gurgel, Luiz Felipe Blanco
Hospital Bom Samaritano de Maringá, Maringá, PR, Brasil
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Introdução: Sepse é definida como um conjunto de manifestações graves em todo organismo produzidas por uma infecção. Sepse neonatal, causa mais importante de mortalidade neonatal, refere‐se ao isolamento de um organismo a partir de uma hemocultura de um recém‐nascido (RN) com sintomas clínicos de infecção. Dividida em sepse neonatal precoce, definida como a apresentação de sintomas nos primeiros três dias de vida (menos de 72 horas de vida), e tardia, definida como a apresentação de sintomas a partir do quarto dia de vida (mais de 72 horas).

Objetivo: Relatar caso de RN que aos 19 dias de vida evoluiu com sepse neonatal tardia, sendo constatado presença de bactéria do gênero Pantoea sp., da família Enterobacteriaceae, adquirida após banho de infusão de Bidens pilosa (popularmente conhecido como “picão”).

Metodologia: RN a termo (37 semanas e 2 dias), por via de parto cesáreo, peso ao nascer 3040 gramas, sexo masculino, evolui no 16° dia de vida com quadro febril sendo necessário internamento no Hospital Bom Samaritano de Maringá/PR, com suspeita de meningite viral. Evolui no 22° dia de vida com piora clínica (redução da aceitação alimentar, cianose de membros, livedo articular, desidratação, gemência e febre) e encaminhado a unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal com início de antibióticoterapia. Líquor com resultado negativo para presença de bactérias; hemocultura com resultado positivo para Plantoea sp. Devido ao caráter incomum da presença desta bactéria em quadros de sepse, realizado busca ativa de informações com familiares que relaram ter banhado paciente (em duas ocasiões) em infusão de Bidens pilosa (popularmente conhecido como “picão”) ‐ coletada em quintal de domicilio‐ poucos dias antes do início do quadro febril. No 25°dia de vida, optado por troca de antibióticoterapia devido a piora de proteína C reativa (PCR) e sonolência de paciente. Após melhora clínica e laboratorial, paciente recebe alta no 35° de vida.

Discussão/Conclusão: A bactéria Pantoea sp. se encontra amplamente distribuída no ambiente em plantas, terra e água. Logo, é possível a contaminação do banho de infusão de Bidens pilosa (picão), tradicionalmente utilizada na cultura popular Brasileira em RN com icterícia, principalmente. RNs apresentam fragilidade das barreiras mucosas e cutâneas e mecanismos de defesa pouco desenvolvido, o que tornou possível a contaminação do RN relatado, que apresentou melhora clínica e laboratorial após tratamento com antibióticoterapia.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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