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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐203
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GRÁVIDAS VIVENDO COM HIV: CUIDADOS DE ENFERMAGEM
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Nádia Bruna S. Negrinho, Regina Aparecida Cabral, Heloisa Helena L. Horta, Celia Maria B. Miras, Julio Cesar Ribeiro, Anália A. Neves Severino, Emerson dos Reis Amaral
Universidade de Franca (UNIFRAN), Franca, SP, Brasil
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Introdução: No início da década de 80, foi diagnosticada em moradores de duas cidades dos Estados Unidos, hospitalizados com depressão do sistema imune, uma doença que acometia principalmente adultos do sexo masculino, homossexuais, hemofílicos e usuários de drogas injetáveis. A comunidade científica concluiu que era uma doença infecciosa e transmissível, denominada Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). No Brasil, o grande número de casos tornou‐se um problema emergente. Dentre várias causas, a transmissão vertical foi também responsável pelo do aumento de casos na população feminina em idade reprodutiva, e muitas gestantes não têm o conhecimento de que estão infectadas.

Objetivo: Descrever os cuidados de enfermagem às mulheres grávidas vivendo com HIV.

Metodologia: Tratou‐se de uma Revisão Integrativa da literatura (RI). A base de dados foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) adotados foram: Cuidados de Enfermagem; Gestantes; HIV. A questão norteadora para a condução da RI foi: quais os cuidados da enfermagem às mulheres grávidas vivendo com HIV? Foram utilizadas 15 referências, sendo 4 para a construção da RI.

Resultados: Dos quatro artigos incluídos na RI, verificou‐se que todos foram publicados no idioma português, sendo o Brasil o país de origem. Dentre eles, destacou‐se que a transmissão vertical é responsável por aproximadamente 90% das infecções em crianças vivendo com o HIV. Ressalta‐se que o cuidado de enfermagem deve ultrapassar os aspectos referentes à prevenção e transmissão do HIV, passando a contemplar os aspectos emocionais e sociais.

Discussão: O enfermeiro tem papel fundamental nas práticas de prevenção da transmissão vertical. A confirmação do diagnóstico durante o pré‐natal é um facilitador para a continuidade das diretrizes e intensificação da conscientização sobre as questões da supressão da lactação durante o período pré‐natal/puerpério. A escuta qualificada e orientações a essas mulheres diminui os temores acerca da transmissão do vírus aos seus filhos. As orientações e cuidados devem ser respaldados em técnicas e protocolos preconizados pelos órgãos competentes de saúde.

Conclusão: O enfermeiro deve conhecer a percepção das mulheres grávidas vivendo com HIV e construir um plano de cuidados conforme a individualidade de cada uma. Obtendo assim, melhor qualidade na assistência da enfermagem e resultados perinatais.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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