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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: USO DE ANTIMICROBIANOS NA PRÁTICA CLÍNICAEP‐309
Open Access
ESTUDO COMPARATIVO DA EFETIVIDADE DA PIPERACILINA‐TAZOBACTANA APÓS INFUSÃO INTERMITENTE VERSUS ESTENDIDA EM PACIENTES SÉPTICOS GRANDES QUEIMADOS PELA ABORDAGEM FARMACOCINÉTICA‐FARMACODINÂMICA (PK/PD)
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Vanessa Kasubeck Souza, João Manoel Silva Jr., Elsom Mendes Silva Junior, Gabriela Aparecida Pereira, Carlos Roberto Silva Filho, Verônica Jorge Santos, Adriana Rocha, Vera Lúcia Lanchote, David de Souza Domez, Silvia Regina Cavani J Santos
Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: FAPESP

Nr. Processo: 2018/05616‐3

Introdução: A piperacilina combinada a tazobactana é largamente prescrita para pacientes sépticos em terapia intensiva nas infecções causadas por Gram‐negativos. A síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) que ocorre durante o choque séptico pode causar alterações da farmacocinética no paciente crítico. Então, a dose recomendada pode não atingir o alvo terapêutico contra cepas de susceptibilidade intermediária CIM >4mg/L.

Objetivo: Investigar pela abordagem farmacocinética‐farmacodinâmica (PK/PD), a efetividade da piperacilina na dose recomendada a pacientes sépticos grandes queimados comparando‐se a infusão intermitente (0,5 hora) com a infusão estendida, 2 e 3 horas.

Metodologia: Declaramos não haver conflito de interesses. Protocolo aprovado pelo comitê de ética do hospital. Incluíram‐se 40 pacientes queimados de ambos os sexos com função renal preservada em terapia intensiva recebendo piperacilina/tazobactana, regime 4,5g a cada 6 horas. As características da população investigada são: 32 anos, 68kg, 45% da superfície corpórea total queimada, SAPS3 52 (medianas). A ventilação mecânica e vasopressores foram requeridos em 36/40 pacientes, e a lesão inalatória ocorreu em 30/40 deles. Os pacientes foram distribuídos em 3 grupos recebendo infusão: intermitente (G1, n=22), estendida de 2 horas (G2, n=9) ou estendida de 3 horas (G3, n=9). Duas amostras sanguíneas no platô foram coletadas na 3ª e 5ª horas, após o início da infusão. Os níveis séricos foram mensurados através de cromatografia líquida, e a farmacocinética (PK) dos pacientes dos três grupos foram comparados aos reportados em voluntários sadios. A abordagem PK/PD foi aplicada para estimar probabilidade de alcançar o alvo terapêutico (PTA) com base no índice de efetividade recomendado, 100% fΔT>CIM.

Resultados: Devido as alterações registradas na farmacocinética, o alvo terapêutico foi atingido contra Pseudomonas aeruginosa e Enterobacteriaceae até CIM 8mg/L em apenas 1/22 (5%) após infusão intermitente, e em 7/9 após infusão estendida, 2h. Por outro lado, registrou‐se a extensão da cobertura até CIM 16mg/L após infusão estendida de 3h em 9/9 pacientes.

Discussão/Conclusão: A superioridade da infusão estendida de 3 horas foi registrada neste estudo após comparação da efetividade do antimicrobiano com as demais investigadas. A realização deste protocolo evidenciou alteração de conduta na Unidade de Terapia Intensiva com relação à padronização do tempo de infusão para 3 horas nos pacientes sépticos queimados na dose recomendada.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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