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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
ÁREA: INFECÇÃO EM IMUNODEPRIMIDOSEP‐260
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ESPOROTRICOSE DISSEMINADA COM ACOMETIMENTO DE SISTEMA NERVOSO CENTRAL EM PACIENTE COM O VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA ADQUIRIDA
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Gabriel Fregonassi Dona, Vanessa Afonso Eleutério, Thaís Ferreira Brito, Wdson Luis Lima Kruschewsky, Luiza Paganini Tavares Martins, Renata Gregorio Carréra, Rodrigo Drumond, Ricardo Tristão Sá, Aloísio Falqueto
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
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Introdução: A esporotricose é uma micose causada pelo fungo do gênero Sporothrix spp. Sua apresentação meníngea é rara e comumente associada à forma disseminada da doença, principalmente em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).

Objetivo: Descrever os aspectos clínicos, epidemiológicos, terapêuticos e prognósticos em um paciente HIV+ apresentando a forma cutânea disseminada da esporotricose, com acometimento do Sistema Nervoso Central.

Metodologia: Masculino, 41 anos, atuando em atividades de reflorestamento, portador do HIV, sem uso de terapia antirretroviral (TARV), carga viral 1.374.811 cópias, CD4 31 células/mm3, hepatopata crônico. Admitido em enfermaria de Infectologia devido ao surgimento de lesões máculo‐papulares eritematovioláceas e crostosas, indolores e não pruriginosas em tórax surgidas há 3 meses. Ao longo da internação houve disseminação das lesões para membros inferiores e superiores e infiltração de toda a face e parte posterior do palato duro. Realizada biópsia incisional das lesões cutâneas a qual constatou inflamação crônica granulomatosa necrosante com pesquisa de fungos positiva para Sporothrix spp, tendo o mesmo crescido em cultura da amostra de pele. Iniciado anfotericina B formulação de complexo lipídico (200mg/dia) e terapia antirretroviral (TDF+3TC+DTG). A despeito do tratamento, as hemoculturas permaneceram positivas para Sporothrix spp, com melhora apenas parcial das lesões cutâneas. Amostra prévia de líquor na admissão negativa. Realizada nova cultura do líquor após início dos sintomas neurológicos com resultado positiva paro Sporothrix spp. Devido à ausência terapêutica satisfatória optou‐se por acrescentar iodeto de potássio. Eventualmente paciente evoluiu com COVID, choque séptico, complicações e óbito. Últimas hemoculturas de maio/2020 foram negativas, carga viral indetectável e CD4 37 células/mm3.

Discussão/Conclusão: Relatos de piora na apresentação disseminada da esporotricose após o início da TARV estão presentes na literatura e, não raro, são atribuídas à Síndrome de Reconstituição Imune. Chama atenção neste relato a progressão da doença, com acometimnento do SNC, mesmo na vigência de altas doses de anfotericina B, evolução esta provavelmente decorrente da forte imunossupressão do paciente.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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