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Vol. 27. Issue S1.
XXIII Congresso Brasileiro de Infectologia
(October 2023)
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XXIII Congresso Brasileiro de Infectologia
(October 2023)
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EMERGÊNCIA DE ENTEROBACTERALES PRODUTORAS DE NEW DELHI METALLO-BETALACTAMASES (NDM) EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO EM RECIFE, PERNAMBUCO NO PERÍODO DA PANDEMIA DA COVID-19
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Polinny Suanny Fragoso de Santanaa,
Corresponding author
polinnydesantana@gmail.com

Corresponding author.
, Thaís Roberta da Silvaa, Marinalda Anselmo Vilelaa, Ana Caroline Oliveira Alves Ribeirob, Márcia Maria Camargo de Moraisa, Beathriz Godoy Vilela Barbosaa
a Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco, Recife, PE, Brasil
b Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil
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Vol. 27. Issue S1

XXIII Congresso Brasileiro de Infectologia

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Introdução

Durante a pandemia da COVID-19, houve um aumento na utilização de antibióticos e, consequentemente, da pressão seletiva, favorecendo a disseminação de patógenos multirresistentes. O objetivo deste estudo foi relatar a emergência da produção de NDM por Enterobacterales em um hospital terciário em Recife, Pernambuco, no período da pandemia.

Metodologia

Realizou-se um estudo retrospectivo dos registros do Laboratório de Microbiologia. Foram recuperados dados de Enterobacterales produtoras de NDM isoladas entre fevereiro de 2020 e maio de 2021. A identificação bacteriana e o perfil de suscetibilidade a antimicrobianos foram feitos por automação (Vitek 2®), a produção de carbapenemases foi detectada através do método de inativação do carbapenêmico modificado (mCIM) e do ensaio imunocromatográfico (Coris BioConcept®).

Resultados

O isolamento de amostras produtoras de NDM no laboratório estudado foi identificado pela primeira vez em 2020. Foram recuperados 30 isolados de Enterobacterales produtores de NDM, todos positivos no mCIM, a maioria (n=22; 73,3%) em 2021. Klebsiella pneumoniae foi a espécie prevalente (n=21; 70%), seguida por Enterobacter spp. (n=4; 13,3%), Proteus mirabilis (n=3; 10%) e Serratia spp. (n=2; 6,7%). As amostras foram predominantemente recuperadas das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) (n=17; 56,7%), em relação às enfermarias. As amostras foram isoladas de secreção traqueal e urocultura (n=8; 26,6% cada), hemocultura e ponta de cateter (n=6; 20% cada). Todas as amostras foram resistentes às cefalosporinas de 2ª e 3ª geração, aztreonam, ertapenem e ciprofloxacina. A resistência ao cefepime e à gentamicina foi de 96,6% (n=29) e 70% (n=21) respectivamente, enquanto para os carbapenêmicos imipenem e meropenem o percentual foi de 96,5% (n=28). As drogas com maior percentual de susceptibilidade foram amicacina (46,7%) e colistina (56,5%). Todos os isolados foram classificados como extensivamente resistentes (XDR). Oito isolados (26,6%) provenientes de UTIs produziam simultaneamente as carbapenemases NDM e KPC. Nenhum isolado foi produtor de OXA-48.

Conclusão

O aumento do isolamento de Enterobacterales produtoras de NDM com fenótipo XDR no período estudado pode estar relacionado à alta pressão seletiva exercida pelo maior uso de antimicrobianos no período da pandemia. Amicacina e polimixina permanecem como opções terapêuticas. Embora a resistência à colistina tenha sido identificada, são necessários testes confirmatórios.

Palavras-chave:
XDR
Klebsiella pneumoniae
KPC
UTI
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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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