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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 102-103 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 102-103 (December 2018)
EP‐134
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.196
Open Access
DOENÇA DE CHAGAS NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE 2010 E 2016: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
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Laura dos Reis Chalub, Amanda Oliva Spaziani, Raissa Silva Frota, Alini Mazza da Silva Galvan, Luis Carlos Spaziani, Isadora Abrão de Souza, Cinthia Abilio, Nelize Maioli Caetano, Flávio Henrique N.B. dos Santos, Amanda Bergamo Bueno, Pedro Augusto Izidoro Pereira, Gustavo Dalan Pavão, Giovana da Penha Castilho, Talita Camargo Melke, Liliane B. Levy de Alvarenga, Lauren Zogbi Pereira de Paula, Márcio César Reino Gaggini, Maurício Fernando Favaleça
Universidade Brasil, São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 6 ‐ Horário: 10:51‐10:56 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: Não há consenso temporal sobre o surgimento da doença de Chagas no continente americano. Há indícios da ocorrência no Brasil desde o século XVIII, a endemia deu‐se através do Triatoma infestans via Rio Grande do Sul no século XIX, irradiou‐se para São Paulo e propagou‐se para Minas Gerais, Goiás e Paraná. Essa doença foi descoberta e estudada pelo brasileiro Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas em 1909 e por isso recebeu seu sobrenome. É causada por um protozoário denominado Triypanosoma cruzi, que necessita de um hospedeiro para alimentar‐se e viver. No ambiente silvestre, ambos convivem. Pode parasitar seres invertebrados, como o barbeiro, animais vertebrados e o homem. O barbeiro torna‐se um vetor, a partir do momento em que se desloca em busca de um novo habitat. Ressalta‐se que essa não é a única forma de transmissão dessa doença.

Objetivo: Descrever a situação epidemiológica da doença de Chagas no Estado de Goiás de 2010 a 2016.

Metodologia: Levantamento de estudos descritivos dos casos confirmados de doença de Chagas registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de 1° de janeiro de 2010 a 31 de março de 2016, com taxas de incidência, mortalidade e projeções anuais populacionais calculadas com base nos registros do Sinan e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Processamento e análise de dados feitos por medidas de frequência observada, tendência central e dispersão com os seguintes programas: EpiInfoTM, TabWin e TabNet.

Resultado: Entre 2010 e 2014 foram confirmados, de acordo com o Sinan, dois casos de doença de Chagas congênita. Até março de 2016 foram notificados 1.540 casos da forma crônica da doença de Chagas. No Estado de Goiás há uma média de 750 óbitos anuais decorrentes dessa patologia, dados não publicados.

Discussão/conclusão: Apesar de desde maio de 2013 a doença de Chagas crônica ser de notificação compulsória em todo o Estado de Goiás, nota‐se, claramente, que a doença é subnotificada. Mesmo que os óbitos advenham de complicações cardiovasculares ocasionadas pela infecção do Triatoma infestans, a média de óbitos ainda se encontra muito abaixo quando comparada com a dos óbitos ocasionados por outras doenças cardiovasculares, como, por exemplo, a insuficiência cardíaca crônica, mesmo que o Estado de Goiás seja caracterizado como área endêmica de doença de Chagas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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