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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐361
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101439
Open Access
DISSELENETO DE DIFENILA IN VITRO FRENTE À CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS E INTERAÇÃO COM ANFOTERICINA B E FLUCONAZOL
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Jessica Louise Benelli, Vanice Rodrigues Poester, Livia Silveira Munhoz, Gabriel Baracy Klafke, Rossana Patricia Basso, Melissa Orzechowsk Xavier
Laboratório de Micologia, Faculdade de Medicina (FAMED), Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, Brasil
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Introdução: A criptococose é uma das principais causas de morte em pacientes HIV/aids, sendo o Cryptococcus neoformans o principal agente causador de meningite fúngica. É de grande relevância o estudo de novos compostos com potencial terapêutico para essa doença, devido as limitadas opções terapêuticas e a existência de resistência já descrita. Tratamento de eleição baseia‐se na combinação de anfotericina B e fluconazol, sendo que a monoterapia não é recomendada. O disseleneto de difenila (DD) é um composto orgânico de selênio com potencial atividade antifúngica devido a sua atuação como pró‐oxidante na célula fúngica.

Objetivo: Avaliar a atividade antifúngica do DD frente a isolados clínicos de C. neoformans de forma isolada e sua interação in vitro com anfotericina B e fluconazol.

Metodologia: 40 isolados clínicos de C. neoformans foram submetidos a microdiluição em caldo (M27 A3–CLSI) e determinando a concentração inibitória mínima (CIM–considerando 100% de inibição do crescimento fúngico) e a concentração fungicida mínima (CFM) do DD, testado em concentrações variando de 1‐64μg/mL. A interação do DD com fluconazol e anfotericina B de 10 dos isolados foi realizada por ensaio de checkerboard, com determinação do índice fracionário de concentração inibitória (FICI).

Resultados: 100% dos isolados avaliados foram inibidos pelo composto testado em concentrações ≤3 2μg/mL (média geométrica: 13,51μg/mL). Atividade fungicida do DD ocorreu em concentrações de 16‐>64μg/mL. O composto apresentou sinergismo com fluconazol em 70% (7/10) dos isolados, e a interação entre esses dois fármacos não resultou em antagonismo. Por outro lado, sinergismo com anfotericina B ocorreu em somente 20%, com antagonismo sendo evidenciado em 30%.

Discussão/Conclusão: Na literatura, existe apenas um estudo, conduzido por Rossato e colaboradores, 2019, descrevendo a ação do DD frente a Cryptococcus spp., no entanto esse estudo encontrou valores de CIM maiores do que a média do nosso experimento, com uma média geométrica de 51,98μg/mL e predominância de indiferença nas interações. Os nossos resultados reforçam o potencial do DD frente a C. neoformans, no entanto devemos considerar a interferência dos fatores de virulência do fungo, como a cápsula e a produção de melanina que não são bem representados no teste in vitro. Para isso é de máxima importância o seguimento destes estudos com modelos in vivo, buscando novas opções no tratamento da criptococose.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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