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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐275
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CULTURA DE VIGILÂNCIA POR MÉTODO PCR E A IMPORTÂNCIA NA DETECÇÃO DE BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA NO INTERIOR DE SÃO PAULO
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Bruna Maritan Costa, Karina Bonicenha Pedroso, Adriana F. Silva Santos, Thais A. Oliveira Araújo, Jeanaiza Grigorenciuc, Leandro L. Souza Viagnó, Karen Mirna Loro Morejón
Hospital Unimed Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: O aumento no número de infecções relacionadas à saúde (IRAS) causadas por bactérias multirresistentes (BMR) vem preocupando cientistas, médicos e equipe multidisciplinar por representar uma grande ameaça para a segurança e qualidade de vida do paciente, bem como por onerar os custos do tratamento. A vigilância de germes multirresistentes tem se mostrado cada vez mais importante para conter sua disseminação nos ambientes hospitalares. O método habitualmente utilizado, através de cultura de swab nasal e anal, além da demora para o resultado final, pode trazer falhas na identificação do agente. Dessa forma, até a conclusão do exame, o paciente permanece em isolamento de contato, o que, além de ser desconfortável para o paciente, familiar e equipe, aumenta significativamente os gastos com insumos hospitalares. Nesse contexto, os métodos de biologia molecular tomam cada vez mais espaço para a identificação rápida de germes multirresistentes.

Objetivo: Analisar a ocorrência de BMR de maneira mais sensível e mais rápida, a fim de instituir com mais agilidade medidas de isolamento no ambiente hospitalar.

Metodologia: Foram selecionados pacientes que internaram no período de 01 de novembro de 2019 a 18 de fevereiro de 2020 e que haviam estado internados por mais de 72 horas, nos últimos 6 meses, em unidade hospitalar ou que fossem usuários de clínica de hemodiálise. As amostras (2 swabs região anal e um região nasal) foram analisadas no equipamento GeneXpert®. No swab anal foram pesquisados os genes vanA/vanB e Carba‐R (IMP1, VIM, NDM, KPC, OXA 48) e no swab nasal, a presença de S. aureus e gene MRSA.

Resultados: Foram coletadas 104 amostras de swab de vigilância anal para Carba‐R e 102 amostras para vanA/vanB e 103 amostras de vigilância nasal. Nas amostras de vigilância anal, onze pacientes (10%) apresentaram identificação de Carba‐R (8‐KPC, 2‐NDM e 1 ‐IMP1), 6 pacientes (6%) VanA e um paciente VanB. Nas amostras de vigilância nasal, 21 pacientes (17%) apresentaram MRSA.

Discussão/Conclusão: Conseguimos identificar precocemente 39 pacientes com germe multirresistente no momento da internação. Esse método poupou recursos que seriam utilizados para medidas de isolamento, (aventais e luvas), além da otimização de leitos de isolamento. O trabalho em conjunto da Diretoria do Hospital, setor de Microbiologia e o SCIRAS é fundamental para a gestão adequada de recursos, visando à prevenção de disseminação de BMR no ambiente hospitalar.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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