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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 105-106 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 105-106 (December 2018)
EP‐139
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.201
Open Access
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA ASSISTÊNCIA À SÍFILIS EM GESTANTES: ANÁLISE CRÍTICA DE SITUAÇÃO NA BAIXADA SANTISTA PESQUISADA ENTRE 2014 E 2016
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Patricia G. Di Napoli, Aline Andruskevicius, Luiza T. Colombo, Ana Carolina C. Cossich, Amanda M. Amaral, Ilham El Maerrawl, Roberto Focaccia
Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Santos, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: CNPq

N°. Processo: Bolsa Pibic 163762/2017‐1

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 10:30‐10:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: No Brasil, a transmissão vertical da sífilis permanece como um grande problema de saúde pública. Nos últimos anos tem se transformado em doença fortemente reemergente. Até 2012 foram notificados ao Ministério da Saúde 57.700 casos de sífilis em gestantes. A hipótese primária foi de que há subnotificação e a assistência pré‐natal rotineira no SUS é frequentemente inadequada. A sífilis materna não tratada pode ter sérias complicações ao feto, prematuridade, natimortalidade e aborto. A sífilis materna em gestante e congênita é de notificação compulsória. Os autores encontraram divergências quanto às notificações de casos de sífilis em gestantes de acordo com órgãos oficiais de epidemiologia, o que os motivou a discutir também a questão.

Objetivo: Pesquisar a metodologia empregada na assistência pré‐natal em gestantes portadoras de sífilis, entre 2014 e 2016, assistidas pelo SUS na Baixada Santista, analisar as notificações de sífilis da Baixada Santista pelos órgãos oficiais e discutir eventuais falhas.

Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo, não randomizado, para obter o perfil sociodemográfico e principais dados referentes à assistência pré‐natal empregada.

Resultado: A maioria das gestantes tinha 18 a 30 anos e em apenas 69,75% o diagnóstico foi feito no primeiro trimestre. Houve casos de coinfecção com HIV, hepatite B e C e tuberculose. A penicilina benzatina teve predomínio no tratamento e o VDRL foi o teste mais solicitado. Em quase 10% dos prontuários não constava a medicação usada. 52,2% dos parceiros não receberam tratamento para sífilis. Em apenas 17,6% das gestantes soropositivas foi feito seguimento com VDRL em todos os meses gestacionais, enquanto que 82,4% o fizeram apenas em alguns meses. Não há relato de tratamento pós‐nascimento, nem o desfecho dos casos. Entre 2014 a 2016, segundo o Grupo de Epidemiologia da Baixada Santista (GVE), foram notificados 931 casos de sífilis ligada à gestação, porém divergiu do Ministério da Saúde (Sinan), que relatou 289 casos em São Vicente e 133 em Santos.

Discussão/conclusão: A assistência pré‐natal apresentou falhas, com prontuários médicos mal elaborados, o que dificulta o trabalho assistencial e epidemiológico. O sistema de notificação e o sistema de referência e contrarreferência revelaram‐se falhos.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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