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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 106 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 106 (December 2018)
EP‐140
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.202
Open Access
A EXPLOSÃO DO NÚMERO DE CASOS DE SÍFILIS EM GESTANTES E SÍFILIS CONGÊNITA EM CIDADES DO INTERIOR DO BRASIL
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Mônica Taminato, Cristiano Leonardo O. Dias
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 8 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A prevenção e o controle das infecções sexualmente transmissíveis (IST) são um desafio global, com destaque para a sífilis. O Brasil está em epidemia de sífilis, especialmente a sífilis congênita (SC). A prevalência na gestante é de 2,6%, o que corresponde a quase 50 mil gestantes com sífilis e 12 mil casos são de SC por ano. A taxa de incidência de SC é de cerca de quatro casos/1.000 nascidos vivos.

Objetivo: Identificar o aumento do número de casos gestantes com sífilis e de SC em uma série histórica.

Metodologia: Estudo transversal. A coleta de dados foi feita em janeiro de 2018 no banco de dados Indicadores e Dados Básicos da Sífilis nos Municípios Brasileiros de 2005 a 2017. Parecer 2.645.902. A análise descritiva foi feita com o SPSS 20.0.

Resultado: A mesorregião do Norte de Minas Gerias (MG) é composta por 78 municípios com mais de 1.400.000 habitantes e distribuídos em microrregiões administrativas: Montes Claros, Bocaiúva, Grão Mogol, Janaúba, Januária, Pirapora, Salinas. De 2005 a 2017 a mesorregião notificou 410 casos de sífilis em gestantes e 260 notificações de sífilis congênita. O município com maior população, Montes Claros, em 2013 teve quatro casos de SC e em 2017 foram notificados 57 casos de SC, um aumento de 1.325%. A taxa de detecção de sífilis em gestantes em 2016 foi de 7,6% em Montes Claros e taxas de 7,5, 7,3, 6,0% em Janaúba, Salinas e Bocaiúva respectivamente. Em 2015 o município de Pirapora registrou taxa de detecção de 9,1% e Januária com 6,3%, enquanto a taxa de detecção em MG foi de 9,5% em 2016 e o Brasil com taxa de 12,4% no mesmo ano.

Discussão/conclusão: É importante salientar que essas taxas podem ser maiores em função da não notificação dos casos. As taxas de detecção da SC em menores de um ano apresentam a mesma tendência de crescimento nas regiões avaliadas. A meta de eliminação da SC definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan‐Americana de Saúde (OPAS) é de 0,5 ou menos de casos de SC para cada mil nascidos vivos. Em geral, taxas elevadas refletem os baixos níveis de condições de vida, concentradas nas faixas de 20 a 59 anos e com baixa escolaridade (menos de sete anos) em mulheres, baixa cobertura de pré‐natal ou alta cobertura com baixa eficiência. A mesorregião e as microrregiões administrativas avaliadas apresentam aumento elevado no número de casos de sífilis em gestantes e SC, o que sinaliza problemas na assistência na assistência ao pré‐natal, com oportunidades perdidas de intervenção.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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