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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐186
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COMORBIDADES EM HOMENS VIVENDO COM HIV
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Vânia Vieira de Melo Fagundes Vidal, Lenice do Rosário de Souza
Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
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Introdução: A terapia antirretroviral (TARV) tem aumentado a expectativa de vida de pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA). No entanto, comorbidades não associadas à doença e decorrentes do envelhecimento precoce têm sido observadas.

Objetivo: Avaliar fatores de risco e comorbidades em homens que vivem com HIV.

Metodologia: Foram estudados 119 homens que vivem com HIV, divididos em três grupos de acordo com os esquemas de TARV compostos por tenofovir ou zidovudina+lamivudina associados ao efavirenz (G1=61) ou ao atazanavir, fosamprenavir ou lopinavir, com ritonavir (G2=37) e um grupo controle sem tratamento (G3=21). Densidade mineral óssea do fêmur e da coluna lombar foi avaliada por absorciometria de dupla emissão de raio‐X ou DXA (Dual‐Energy X‐Ray Absorptiometry). Parâmetros laboratoriais: níveis séricos de vitamina D, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina total, paratormônio, colesterol total e HDL, creatinina e contagens de linfócitos T CD4+. Calculou‐se a taxa de filtração glomerular (TFG) pela fórmula CKD‐EPI e o risco cardiovascular pelo Escore de Framingham. Para comparação das médias entre grupos foi utilizado teste de ANOVA seguido de Tukey. Para proporções, teste de comparação de proporções Qui‐quadrado.

Resultados: A média do índice de massa corpórea dos 119 participantes estava dentro da normalidade, porém, 42% estavam com sobrepeso e 9% com obesidade. Houve diferenças entre as médias dos níveis de vitamina D, com maiores concentrações no G3 (< 0,0001) e entre G1 e G2, quanto ao tempo de uso de TARV (< 0,001). Menores médias de contagens de TCD4+ e de colesterol total e HDL (< 0,0001) ocorreram no G3, sem diferença entre G1 e G2. Menores TFG ocorreram no G1 e G2 (0,0523). Risco cardiovascular foi menor no G3, sendo intermediário em 16,0% e, alto em 9,2% do total de pacientes (0,0007). Dos 86 homens que realizaram DXA, osteopenia ocorreu em 40,7% e osteoporose em 17,4%. G3 apresentou maiores dosagens de CTX‐I (<0,0001). Alterações ósseas foram mais frequentes em G1 e G2.

Conclusão: Os grupos em TARV apresentaram maiores riscos cardiovasculares, menores TFG e níveis de vitamina D. Dos 72,3% que realizaram DXA, 58,1% apresentaram osteopenia ou osteoporose, não tendo sido realizada comparação entre grupos. Portanto, a TARV pode contribuir para aumento de comorbidades em homens que vivem com HIV. Sugere‐se traçar estratégias de diagnóstico e intervenções precoces e rastreamento de fatores de risco para comorbidades não relacionadas à aids e à TARV.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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