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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 100 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 100 (December 2018)
EP‐129
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.191
Open Access
COLONIZAÇÃO POR MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES DE RECÉM‐NASCIDOS HOSPITALIZADOS E SUAS MÃES EM UMA UNIDADE NEONATAL
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Andressa Midori Sakai, Renata Lima Silva, Claudineia Silva, Isabela Carolina Santos, Edilaine Giovanini Rossetto, Jaqueline Dario Capobiango, Kauana Olanda Pereira, Lucy Megumi Lioni, Luis Felipe Perugini, Marcia Regina Eches Perugini, Marta Silva Almeida Salvador, Marsileni Pelisson, Eliana Carolina Vespero, Nathália Andrade Souza, Sueli Fumie Yamada Ogatta, Thaís Cardoso Sant Ana, Thayla Nicolino Iensue, Guilherme Bartolomeu Gonçalves, Gilselena Kerbauy
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR, Brasil
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Ag. Financiadora: CNPq

N°. Processo: 444646/2014‐0

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 10:44‐10:49 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A colonização habitual do recém‐nascido inicia‐se na placenta e após a ruptura das membranas amnióticas o processo é continuado por meio do contato direto com a microbiota materna, com o ambiente em que vive e pelos alimentos adquiridos, até que seja estabelecida a microbiota endógena do bebê. Em recém‐nascidos prematuros, esse processo de colonização apresenta afinidade por microrganismos multirresistentes (MOMR), devido à imaturidade imunológica, gastrointestinal e das barreiras epiteliais do neonato. Porém, o papel da mãe no processo de colonização neonatal ainda não é muito evidente na literatura científica.

Objetivo: Identificar a incidência e o perfil microbiológico da colonização de mães de neonatos prematuros colonizados por microrganismos multirresistente no contexto hospitalar de uma unidade neonatal.

Metodologia: Estudo de caso, exploratório, prospectivo, feito com neonatos internados na Unidade Neonatal de um hospital universitário no sul do país e suas respectivas mães, de janeiro de 2014 a fevereiro de 2018. No momento da alta, foram feitas coletas de cultura de vigilância do bebê e de suas mães.

Resultado: O estudo foi composto por 473 bebês e 408 mães. Quantos às características neonatais, 53,5% (233) eram do sexo masculino, nascidos de parto cesárea 74,1% (324), com peso ao nascer entre 1.500 a 1.999 gramas 31,8% (139) e idade gestacional de 31 a 34 semanas 43,7% (191). Em relação às mães, a média de idade foi de 27 anos, variou entre 14 e 47, 40,0% (163) estudaram até o ensino médio completo e moravam na zona urbana (96,6%). No momento da alta hospitalar, a incidência de colonização por MOMR foi de 27,0% (118) para os bebês e 15,7% para as mães. Quanto às características microbiológicas, 11,01% (13) dos neonatos apresentaram os mesmos MOMR isolados nas culturas das mães. Um bebê apresentou dois MOMR semelhantess ao de sua mãe. Em relação aos MOMR mais frequentes entre o binômino mãe‐bebê, foram Escherichia coli ESBL 42,9% (seis), Klebsiella spp ESBL 21,4% (três), Serratia spp ESBL 21,4% (três), Enterobacter spp ESBL 7,1% (um) e Acinetobacter spp CR 7,1% (um).

Discussão/conclusão: Os resultados mostraram que existem semelhanças na colonização de microrganismos multirresistentes entre mães e bebês, entretanto são necessários estudos referentes a genotipagem e fenotipagem desses MOMR, devido aos diferentes padrões de colonização entre ambos, processo esse que está em curso na referida pesquisa.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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