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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 99-100 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 99-100 (December 2018)
EP‐128
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.190
Open Access
CARREAMENTO NASAL E OROFARÍNGEO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À METICILINA (MRSA) EM INDIVÍDUOS DIABÉTICOS INSULINODEPENDENTES
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Nathalia Bibiana Teixeira, Matheus Cristovam Souza, Thais Aline Monteiro Pereira, Bibiana Prada de C. Colenci, Carlos Magno C. Branco Fortaleza, Maria Lourdes R.S. Cunha
Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Botucatu, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: Capes

N°. Processo: ‐

Data: 19/10/2018 ‐ Sala: TV 5 ‐ Horário: 10:37‐10:42 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução:Staphylococcus aureus é uma das principais espécies bacterianas relacionadas com infecções hospitalares e adquiridas na comunidade, além de ser eficiente em colonizar indivíduos de forma assintomática, facilitar sua disseminação. Isolados que apresentavam resistência a antimicrobianos, mais especificamente aos beta‐lactâmicos, os denominados S. aureus resistentes à meticilina (MRSA), são cada vez mais frequentes e dificultam o tratamento das infecções. A colonização por MRSA é de grande relevância para indivíduos diabéticos, uma vez que esses são considerados grupo de risco para infecções graves.

Objetivo: Determinar a prevalência de colonização por MRSA mediante a detecção do gene mecA e classificar o tipo de cassete cromossômico estafilocócico mec (SCCmec) em isolados provenientes da mucosa nasal e orofaríngea de indivíduos diabéticos insulinodependentes do município de Botucatu, SP.

Metodologia: Foram feitas coletas de swab nasal e orofaríngeo de 279 indivíduos de outubro de 2015 a dezembro de 2017. A detecção do gene de resistência mecA foi feita com a técnica de Polymerase Chain Reaction (PCR) e a tipagem de SCCmec foi feita com a técnica de PCR multiplex.

Resultado: A prevalência total de carreamento de S. aureus entre os indivíduos diabéticos foi de 34,4% (96) e a prevalência de carreamento de MRSA foi de 4,6% (13). Quanto à tipagem do SCCmec, observou‐se que nove amostras carreavam o SCCmec do tipo IV, três amostras carreavam o SCCmec do tipo I e apenas uma amostra carreava o SCCmec do tipo II.

Discussão/conclusão: A prevalência de carreamento de MRSA encontrada no estudo foi superior à encontrada em pessoas saudáveis em estudo de base populacional feito na mesma cidade. Dos 13 isolados de MRSA, notou‐se que 69,2% carreavam SCCmec comumente encontrados em isolados de origem comunitária, porém também foram encontradas amostras que carreavam SCCmec relacionados a serviços de saúde (SCCmec tipo I e II). Além disso, observou‐se que 46,1% (seis) dos isolados foram obtidos da mucosa oral, fato que pode comprometer o controle da disseminação do patógeno, já que a colonização da garganta pode escapar da triagem de rotina. A maior prevalência de MRSA nesses indivíduos revela elevado potencial de disseminação de isolados resistentes entre os diabéticos e maior risco no desenvolvimento de infecções e dificuldades no tratamento.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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