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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐136
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CHIKUNGUNYA EVOLUINDO COM ICTERÍCIA E SEPSE: UM CASO ATÍPICO
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Caio Azevedo Pessanha, Júlia Andrade Bicudo, Ana Luiza Tavares Menezes, Anna Luiza Soares Young, Carolina Oliveira, Luiz José Souza
Hospital Plantadores de Cana (HPC), Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil
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Introdução: A Chikungunya é uma arbovirose causada pelo Arbovírus Chikungunya (CHIKV), pertencente à família Togaviridae e ao gênero Alphavirus. O vírus é transmitido pelo mosquito do gênero Aedes sendo os principais Aedes aegypti e Aedes albopictus. O período de incubação varia de 3 a 7 dias, entre os principais sintomas temos poliartralgia grave, febre, exantema maculopapular difuso, astenia, mialgia e cefaleia, com duração autolimitada em torno de 7 a 10 dias. A Poliartralgia e mialgia podem persistir por semanas, meses e até anos, levando à fraqueza crônica. Apesar de ser uma doença com baixa mortalidade pode evoluir com quadros graves como sepse e insuficiência respiratória aguda.

Objetivo: Descrever um caso grave e atípico de Chikungunya, dando ênfase à importância do diagnóstico diante do desafio de diferenciá‐la de outras patologias. Além disso, consolidar a importância de um suporte clínico adequado para obtenção de um melhor desfecho na doença.

Metodologia: Paciente 36 anos, sexo masculino relata que há 2 meses apresentou manchas vermelhas pelo corpo, inicialmente em face, e posteriormente em pescoço e membros superiores, acompanhado de mialgia, febre e diarreia. Dias depois evoluiu com icterícia, piora do estado geral e urina com coloração escura, quando procurou serviço médico no Hospital Geral de sua cidade. No segundo dia de internação hospitalar paciente apresentou quadro séptico evoluindo com insuficiência respiratória aguda, iniciada com dispneia súbita, foi transferido para unidade de terapia intensiva (UTI). Na admissão da UTI paciente encontrava‐se acordado, lúcido, orientado, dispneico, com esforço respiratório, ictérico 3+/4+, acianótico, hidratado, afebril, PA:100 X 70mmHg, FC: 115 bpm, FR: 24 ipm, ausculta pulmonar diminuída em bases. Paciente recebeu Hidratação venosa, antibioticoterapia empírica, manteve dispnéia e foi necessária ventilação não invasiva (VNI). No quinto dia de internação na UTI o paciente refere melhora da dispneia, ao exame eupnéico e sinais vitais estáveis. No sétimo dia de UTI o paciente foi transferido para enfermaria de clínica médica e após dois dias recebeu alta. Foram realizadas sorologias sendo IgM e IgG reagentes para Chikungunya.

Discussão/Conclusão: É de suma importância tomar ações rápidas diante da suspeição de etiologias mais raras e evolução clínica desfavorável. Empregando precocemente terapia empírica e suporte clínico adequado, seguido da confirmação diagnóstica por meio de métodos rápidos para que haja um tratamento definitivo e melhor desfecho.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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