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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐279
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BOAS PRÁTICAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS ENDOVENOSOS
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Giovanna da Silva Ferreira, Rosely Moralez de Figueiredo, Raissa Silva Souza, Camila Eugenia Roseira, Jeanine Geraldin Estequi
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, SP, Brasil
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Ag. Financiadora: CNPQ ‐ PIBIC

Nr. Processo: 145211/2018‐5

Introdução: As boas práticas de administração de medicamentos endovenosos (EV) são essenciais na redução do risco de infecção de corrente sanguínea (ICS).

Objetivo: Identificar possíveis barreiras para a adoção das boas práticas de prevenção de ICS na administração de medicamentos em cateter venoso periférico.

Metodologia: Estudo descritivo‐exploratório, quantitativo, onde se analisou a dispensação pela farmácia, a prescrição, a padronização do procedimento de administração e a observação da prática da administração de medicamentos EV pelos profissionais de enfermagem, em hospital de grande porte do interior paulista.

Resultados: Identificou‐se que a dispensação da medicação ocorre em kits (medicação e insumos), não sendo incluídos os itens para realização de flushing, sendo necessária sua solicitação manual pela equipe de enfermagem. Os principais grupos de medicamentos EV utilizados foram: analgésicos (29,5%), antipiréticos (16%), antieméticos (13,6%), antibióticos (12,7%), soluções reparadoras (9,0%), anti‐inflamatórios (8,6%) e protetores gástricos (6,6%). A padronização do procedimento de administração de medicação EV pela instituição, em linhas gerais, está em conformidade com as recomendações nacionais e internacionais no que se refere a prevenção de ICS. A observação da prática de administração desses medicamentos ocorreu em 385 oportunidades de observação, evidenciando baixa adesão na realização de flushing nas três etapas preconizadas pela ANVISA, sendo o pior resultado entre diferentes medicamentos administrados no mesmo horário (2,40%). Também houve baixa adesão na higienização de ampolas (8,31%) e conectores de cateteres antes da administração de medicamentos (12,29%). Os quatro momentos de higienização das mãos também apresentaram baixa adesão da equipe, sendo o momento após a retirada das luvas o mais expressivo (3,47%).

Discussão/Conclusão: O estudo apontou divergências entre os guias de recomendações e a prática observada, particularmente nos itens higienização das mãos, das ampolas e dos conectores de cateteres antes da administração de medicamento, além da ausência de realização de flushing. A não dispensação automática dos insumos para o flushing pode contribuir para a não realização dessa prática. Esses achados indicam ainda ser essencial o acompanhamento e avaliação contínua da prática realizada a fim de identificar o nível de conformidade entre o estabelecido e o realizado.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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