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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐298
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BAIXO CONSUMO DE PREPARAÇÃO ALCOÓLICA PARA HIGIENE DE MÃOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO RELACIONA‐SE COM MAIOR INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES HOSPITALARES DA CORRENTE SANGUÍNEA E INFECÇÃO URINÁRIA ASSOCIADAS AO USO DE DISPOSITIVO INVASIVOS: ANÁLISE DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019 NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Milton Lapchik, Valquiria Oliveira Brito, Fernanda dos Santos Zenaide, Maria Gomes Valente, Ingrid Weber Neubauer, Maria do Carmo Souza
Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar (NMCIH), Divisão de Vigilância Epidemiológica. (DVE), Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS‐SP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A disponibilização de produto alcoólico para a higiene das mãos é uma das estratégias adotadas para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). O consumo do produto alcoólico nas unidades de terapia intensiva (UTIs) é monitorado pelo sistema de vigilância epidemiológica das IRAS no Município de São Paulo. O volume mínimo de consumo da preparação alcoólica preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a higiene das mãos é de 20mL/paciente‐dia, sendo um dos indicadores utilizados para a mensuração da adesão às práticas de higienização das mãos pela equipe multiprofissional.

Objetivo: Avaliar o consumo de produto alcoólico em UTIs de hospitais públicos e privados com maior incidência de IRAS no Município de São Paulo no primeiro semestre de 2019.

Metodologia: Através do sistema de vigilância epidemiológica das IRAS, o serviço de controle de infecção hospitalar (SCIH) de cada hospital enviou mensalmente, através de planilha Excel, os indicadores de consumo de produto alcoólico nas UTIs adulto e indicadores de densidade de incidência de infecção primária da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada e infecção do trato urinário associada ao uso de sonda vesical de demora. Os indicadores recebidos no primeiro semestre de 2019 foram consolidados e analisados na forma de percentil, onde os serviços com maior incidência de IRAS estariam no percentil 90% e o consumo de produto alcoólico foi analisado com base no valor mínimo de 20mL de produto alcoólico/paciente‐dia.

Resultados: Observamos que das 11 UTIs adulto com maior incidência de infecção primária da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada, 50% apresentaram consumo de álcool gel inferior a 20mL/pac‐dia; os mesmos valores foram observados para as UTIs com maior incidência de infecção urinária associada ao uso de sonda vesical de demora (ITU‐SVD). O consumo de álcool gel para a higiene de mãos foi proporcionalmente maior nas UTIs com menor incidência de IRAS no período.

Discussão/Conclusão: Apesar das evidências que a higiene das mãos reduz a transmissão cruzada de microrganismos e de infecções nos serviços de saúde, observamos baixo consumo de preparação alcoólica em algumas UTIs no Município de São Paulo, com maior incidência de IRAS associadas ao uso de dispositivos invasivos. Medidas relacionadas a estratégia multimodal para maior adesão à higiene mãos na assistência à saúde, reduzindo as fragilidades de aspecto estrutural e de processos relacionados a higiene de mãos nestes serviços são recomendadas.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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