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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐043
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101121
Open Access
AVALIAÇÃO DOS 200 DIAS DE EPIDEMIA NO ESTADO DE SÃO PAULO ATRAVÉS DO NÚMERO DE REPRODUÇÃO DO SARS‐COV‐2
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Gabriel Berg de Almeida, Thomas Nogueira Vilche, Claudia Ferreira Pio, Carlos M.C.B. Fortaleza, Rejane Maria Tommasini Grott, Micheli Pronunciate, Edmur Azevedo Puglies, Raul Borges Guimarãe, Renato Mendes Coutinho, Rafael de Castro Catão
Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
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Introdução: O Estado de São Paulo implementou medidas não‐farmacológicas de controle em todo o território no início do curso da epidemia de COVID‐19. Em 24 de março, o governo recomendou o distanciamento social para todas as pessoas, além do fechamento do comércio e de serviços não essenciais. Desde 27 de maio, foi adotado um plano de medidas de quarentena (“Plano São Paulo”), que pode ser mais restritivo ou mais flexível, considerando as taxas de crescimento dos casos e óbitos da COVID‐19 e as taxas de ocupação leitos em cada Departamento Regional de Saúde (DRS).

Objetivo: Estudar o avanço da COVID‐19 em cada DRS através da análise de novos casos confirmados por dia (após o primeiro caso do COVID‐19 no Brasil) e pelo cálculo do número de reprodução efetiva (Rt) do SARS‐CoV‐2 ao longo do tempo. Também acompanhamos os novos casos diários de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e calculamos seu Rt.

Metodologia: Monitoramos o número de casos de SRAG e casos confirmados de COVID‐19, ao longo do tempo, para cada DRS e calculamos o Rt (SRAG e COVID‐19) em cada uma dessas regiões. Os dados foram obtidos do SIVEP‐Gripe. Selecionamos o período desde a data do primeiro caso confirmado de COVID‐19 até duzentos dias depois.

Resultados: Observamos um maior número de casos de COVID‐19 na Região Metropolitana de São Paulo e áreas de conurbação logo no início da epidemia. A partir do decreto de quarentena generalizada, uma redução importante do Rt em todas as DRS é observada. Entretanto, o Rt se mantém abaixo de 1 apenas eventualmente. No interior, os valores de Rt apresentam redução menos importante e, portanto, o número de casos é crescente, evidenciando a falta de controle da doença e baixa adesão às medidas restritivas.

Discussão/Conclusão: O estudo dos valores Rt permite avaliar a disseminação da COVID‐19 ao longo do tempo e o impacto dos planos de quarentena e das medidas não‐farmacológicas de controle. O uso universal de máscaras, com testagem e isolamento de casos positivos, e as medidas de distanciamento social foram capazes de diminuir a velocidade da epidemia, impactando na redução do Rt, principalmente na região da Grande São Paulo. Ainda assim, foram insuficientes para interromper a transmissão, e o número de casos continuou crescendo.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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