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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐044
DOI: 10.1016/j.bjid.2020.101122
Open Access
ALTA MORTALIDADE EM PACIENTES COM COINFECÇÃO PELO HIV E COVID‐19 ATENDIDOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
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Thaysa Sobral Antonelli, Vanessa Souza Santos Truda, Diogo Boldim Ferreira, Paula Massaroni Peçanha Pietrob, Eduardo Alexandrino Med, Paulo Roberto Abrão Ferreira
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A pandemia de COVID‐19 representa um enorme desafio de para a saúde pública. É sabido que várias comorbidades aumentam a chance de casos graves e pior evolução, em particular, aquelas que reduzem a imunidade. Há muitas dúvidas de como a COVID‐19 se comporta em pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA). Dessa forma, é importante sabermos a mortalidade dessa coinfecção e as características desses pacientes, em nosso meio.

Objetivo: Analisar os casos de pacientes que vivem com HIV/aids coinfectados com COVID‐19.

Metodologia: Estudo transversal, onde foi realizada análise de todos os casos de COVID‐19 atendidos em um Hospital de Ensino Terciário de 13 de março a 19 de julho de 2020. Dentre esses casos, foram identificados descritos todos os casos de PVHA.

Resultados: De 1218 pacientes notificados foram identificados 14 (1,1%) pessoas vivendo com HIV/aids. Sete (50,0%) do sexo masculino, com mediana de idade de 51 anos (26‐82), apenas um paciente não sabia do diagnóstico da infecção pelo HIV (7,1%) e três (21,4%) tinham doença definidora de aids prévia. A última carga viral do HIV, antes da COVID‐19, foi<200 cópias/mL em 12 (85,6%) casos e a mediana do último LTCD4+ foi de 679 células/mm3 (25‐1096) e do LTCD4+ nadir foi de 332 células/mm3 (25‐861). Doze (85,7%) pacientes estavam em uso de TARV, 6 (50,0%) com tenofovir e dois (16,6%) com darunavir/ritonavir no esquema, sendo que apenas um (7,1%) paciente com falha virológica prévia e três (21,4%) com uso irregular das medicações. O diagnóstico de COVID‐19 foi realizado em 13 casos com RT‐PCR e em um caso com sorologia. Dez (71,4%) pacientes necessitaram de internação, com mediana do tempo de 16 dias (4‐31). Nove casos necessitaram de UTI (90,0%), com mediana de tempo de 7,5 (2‐24) dias. Três (21,3%) casos eram trabalhadores da saúde, cinco (42,8%) não apresentavam comorbidades, seis (42,8%) tinham cardiopatia crônica, seis (42,8%) diabetes mellitus, três (21,4%) acometimento do sistema nervoso central, dois (14,2%) hepatopatas crônicos, dois (14,2%) estavam em uso de imunossupressor, dois (14,2%) com hipotireoidismo, dois (14,2%) etilistas, um (7,1%) com doença renal crônica (sendo um transplantado renal) e um (7,1%) era tabagista. Seis casos (42,8%) evoluíram para óbito.

Discussão/Conclusão: Em nossa casuística, observamos alta mortalidade em PVHA com COVID‐19. Quase todos os pacientes tinham um bom controle virológico e imunológico da infecção pelo HIV. A maioria dos casos apresentavam comorbidades descritas como de risco para COVID‐19 grave.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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