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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
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Vol. 26. Issue S1.
(January 2022)
EP 093
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AVALIAÇÃO DE MUDANÇA DO PADRÃO DE COMPORTAMENTO SEXUAL EM USUÁRIOS DA PROFILAXIA PRÉ EXPOSIÇÃO AO HIV
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Jônatas Ferreira Barros, Juliana de Souza Lapa, Alan Rodrigues da Costa
Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
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Vol. 26. Issue S1
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A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP, do inglês Pre-Exposure Prophylaxis) corresponde no uso de antirretrovirais (ARV) para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. Indivíduos e grupos sociais mais atingidos pela epidemia de HIV têm limitado o uso e o não uso de métodos de acordo com seus valores, necessidades identificadas de prevenção e condições de vida. Diante disso, a PrEP surge como uma alternativa eficaz ao HIV, mas não como forma de proteção isolada a outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). No entanto, questiona-se se o uso da profilaxia poderia levar a aumento de práticas sexuais de risco para contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST). Dessa forma, o trabalho visa a verificar existência de mudanças de comportamentos sexuais de indivíduos após a entrada no ambulatório de PrEP do Hospital Universitário de Brasília (HuB). Trata-se de uma coorte retrospectiva e prospectiva. Foi realizada a revisão de dados dos prontuários no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) dos pacientes atendidos no ambulatório PrEP no período de dezembro de 2018 e prospectivamente de agora a abril de 2021. Conforme o protocolo do Ministério da Saúde, a primeira consulta são questionados quantidade de parceiros, uso de preservativo, ISTs prévias. A partir desses dados, comparou-se os números absolutos e relativos entre a primeira consulta, o retorno e as consultas subsequentes. Por conseguinte, os resultados mostram que o perfil dos pacientes é de homens cis, homossexuais, brancos, com escolaridade superior a 12 anos de idade, com idade média de 32,5 anos e que nasceram no Distrito Federal. Não houve diferença estatística relevante entre a primeira consulta e as consultas subsequentes na comparação entre o número de parceiros. A média de números de parceiros foi de 12,6 na primeira consulta, reduzindo para 11,04 nas consultas subsequentes, sendo não estatisticamente significativo (p: 0.53). Houve redução estatisticamente relevante da categoria “uso de preservativo em todas a relações sexuais” X2 (1, N = 155) = 5.8676, p: 0,015.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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