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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
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Vol. 25. Issue S1.
12° Congresso Paulista de Infectologia
(January 2021)
EP‐344
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AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE MICROBIOLÓGICA DAS NOVAS CEFALOSPORINAS DE ESPECTRO AVANÇADO EM ISOLADOS COM RESISTÊNCIA A CARBAPENENS EM UNIDADE HOSPITALAR DE ALTA COMPLEXIDADE
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Bruno Pinheiro Aquino, Eduardo Austregesi Correa, Nona Brunet Saraiva Rodrigues Ponte, Lia Cordeiro Bastos Aguiar, Ana Maria Luna Neri Benevides, Francisco Breno Ponte de Matos, Andrielly Pereira de Sousa Santos, Rafael Ferreira Mesquita, Tania Mara Silva Coelho, Melissa Soares Medeiros
Hospital São Camilo de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: Os antimicrobianos representam um dos maiores avanços médicos no âmbito da saúde global. Contudo, tem‐se notado um aumento alarmante no desenvolvimento de resistência a diversos tipos de classes. Sabe‐se que o uso indiscriminado de antibióticos e em doses incorretas proporcionou uma maior seleção de bactérias resistentes. Dentre estas, encontra‐se as gram negativas, principalmente Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae, cujas terapias empíricas e direcionadas tornaram‐se cada vez mais complicadas na atualidade. Tendo como uma das alternativas o uso da combinação de uma cefalosporina de espectro ampliado com um inibidor de belactamase: ceftazolone/tazobactam ou ceftazidima/avibactam.

Objetivo: Avaliar o perfil de sensibilidade in vitro a ceftazolone/tazobactam e ceftazidima/avibactam em isolados de pacientes internados em hospital privado de alta complexidade com CIM de fita específica.

Metodologia: Estudo transversal descritivo a partir dos dados obtidos em culturas de janeiro a dezembro de 2019 que apresentavam resistência a carbapenens (ertapenem, imipenem e meropenem) em testes automatizados.

Resultados: Foram realizados 110 testes de sensibilidade para ceftalozone/tazobactam com isolado de 105 Pseudomonas aeruginosa, 4 Escherichia coli e 1 Klebsiella pneumoniae. Desses testes, 93 (88,6%) das P. aeruginosas se mostraram sensíveis a essa combinação de fármacos e a K. pneumoniae apresentou resistência. Foram realizados 24 testes de sensibilidade para ceftazidima/avibactam, sendo 7 Pseudomonas aeruginosa e 1 Pseudomonas stutzeri sensíveis, 14 Klebsiella pneumoniae sendo 3 resistentes (sensibilidade 78,6%) e 1 Klebsiella ozaenae e 1 Acinetobacter baumannii com resistência.

Discussão/Conclusão: Evidenciou‐se que a maioria dos patógenos encontrados são sensíveis a combinaçãodas novas cefalosporinas de espectro avançado. Porém, o uso racional de antimicrobianos e testes microbiológicos específicos são imprescindíveis na atualidade, além da melhor estratégia para guiar terapêutica em gram negativos resistentes aos carbapenens.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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